sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma reflexão de S. João Bosco

São João Bosco


"Um padre ao Paraíso ou ao inferno nunca vai sozinho: vão sempre com ele almas em grande número, ou salvas pelo seu santo ministério e com o seu bom exemplo, ou perdidas pela sua negligência no cumprimento dos próprios deveres e pelos seus maus exemplos". São João Bosco

Sobre a importância do Batismo


DOM AGUER, O BATISMO E A GRAÇA DA SALVAÇÃO


É uma falta de amor dos pais não batizar as crianças, adverte Dom Aguer
Dom Hector Aguer, Arcebispo de La Plata, Argentina.


Buenos Aires, 08 Jul. 09 / 04:25 am (ACI).- O Arcebispo de La Prata, Dom. Héctor Aguer, exortou os pais a não caírem no engano e no pecado de negar os seus filhos pequenos de receberem a Deus no Batismo, sob o falso argumento de deixar que eles decidam quando forem grandes se serão ou não cristãos."Isto não é só um engano, mas sim me atrevo a dizer que é também um pecado, uma falta de piedade e de amor para com o filho ao qual dedicam tantos cuidados e privam do maior dos dons: privam-no de Deus", expressou o Prelado durante o programa Chaves para um Mundo Melhor.
Dom Aguer disse que este engano "registra-se inclusive entre pessoas bem formadas" e "é totalmente contrário ao ensinamento e à disciplina da Igreja". "Se esses pais forem realmente católicos e vivem sua fé: que melhor podem desejar para seus filhos que o dom inestimável da graça divina?", perguntou.
O Arcebispo de La Plata qualificou de "curioso" que digam que preferem que seus filhos decidam sua fé quando sejam adultos, quando "esses mesmos pais, aparentemente tão respeitosos da liberdade de seus filhos, impõem-lhes toda classe de condicionamentos e determinações em outros campos da educação", como gostos, estilos, e inclusive, de que clube de futebol devem ser simpatizantes. "Impõem-lhes montões de coisas, mas os privam do dom da fé e da graça de Deus durante os anos decisivos nos que se configura a personalidade", advertiu.
O Prelado destacou que na Argentina ainda se conserva o valor do Batismo. Entretanto, assinalou que junto à dificuldade de pospor este sacramento para a adultez, existem outras como a cada vez mais freqüente eleição de nomes pagãos, aborígenes e inclusive extravagantes, em prejuízo dos nomes cristãos.
Dom Aguer assinalou que também se estão dando os casos "de pais que ainda apreciando o Batismo não têm uma consciência clara do compromisso que eles mesmos estão assumindo. Porque ao transmitir-lhes aos seus filhos a vida da fé estão comprometendo-se a educá-los nessa mesma fé".
O Arcebispo pediu aos argentinos não fazerem do Batismo uma mera "espécie de arrasto cultural, mas que sim seja uma convicção certa de que é um presente de Deus que implica o compromisso de consciência dos pais para educar cristãmente a seus filhos".
"O Batismo das crianças é algo muito belo porque é ali quando se manifesta com maior plenitude a pura gratuidade da graça da salvação, que nos faz filhos de Deus. A criança recebe essa graça como um presente total", afirmou.



Viva Santo Inácio


Seria necessário um post gigantesco para falar de Santo Inácio e ainda assim não seria suficiente. Lembro bem de quando ainda era protestante, do imenso fascínio que me causava a figura de Inácio. No desenrolar de minha conversão, foi a primeira biografia de santo que eu li. Fiquei maravilhado, me apaixonei completamente e creio firmemente que lá da Visão Beatífica ele me ajudou muito neste tão doloroso e difícil processo que durou pelo menos uns 3 anos.


Amo Santo Inácio, amarei sempre. Grande defensor da fé católica, grande homem de Deus!


Santo Inácio de Loyola, Rogai por nós!!
Uma boa dica para quem quer conhecer melhor:http://www.tlcsaojoao.kit.net/inacio/santo_inacio.htm

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Lindas palavras de S. João Maria Vianney

Misericórdia e sacramento do perdão

Se compreendêssemos bem o que significa ser filho de Deus, não poderíamos fazer o mal [...]; ser filho de Deus, oh, que bela dignidade!

A misericórdia de Deus é como um rio que transbordou. Ao passar, arrebata os corações.

Não é o pecador que retorna a Deus para lhe pedir perdão, é Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele.

Demos, portanto, esta alegria a esse Pai tão bom: voltemos a Ele... e seremos felizes.

O bom Deus está sempre disposto a nos receber. Sua paciência nos espera!

Há quem volte ao Pai Eterno um coração duro. Oh, como essas pessoas se enganam! O Pai Eterno, para desarmar sua justiça, deu a seu Filho um coração excessivamente bom: não damos o que não temos...

Há quem diga: “Agi mal demais; Deus não pode me perdoar”. Trata-se de uma grande blasfêmia. Equivale a impor um limite à misericórdia de Deus, que não tem limites: é infinita.

Nossos erros são grãozinhos de areia em comparação com a grande montanha da misericórdia de Deus.

Quando o sacerdote dá a absolvição, precisamos pensar apenas numa coisa: que o sangue do bom Deus se derrama sobre nossa alma para lavá-la, purificá-la e torná-la bela como era depois do batismo.

O bom Deus, no momento da absolvição, joga nossos pecados para trás das costas, ou seja, esquece-os, apaga-os: não reaparecerão nunca mais.

Já não há o que falar dos pecados perdoados. Foram apagados, não existem mais!
São Leopoldo Mandic

30 de julho (1866-1942)


Leopoldo Mandic nasceu na Dalmácia, atual Croácia, em 12 de maio de 1866. Os pais, católicos fervorosos, batizaram-no com o nome de Bogdan, que significa "dado por Deus". Desde pequeno apresentou como características a constituição física débil e o caráter forte e determinado. O mais novo de uma família numerosa, completou seus estudos primários na aldeia natal. Nessa época, a região da Dalmácia vivia um ambiente social e religioso marcado por profundas divisões entre católicos e ortodoxos. Essa situação incomodava o espírito católico do pequeno Bogdan, que decidiu dedicar sua vida à reconciliação dos cristãos Orientais com Roma. Aos dezesseis anos, ingressou na Ordem de São Francisco de Assis, em Udine, Itália, adotando o nome de Leopoldo. Foi ordenado sacerdote em Veneza, onde concluiu todos os estudos em 1890. Sua determinação era ser um missionário no Oriente e promover a unificação dos cristãos. Viajou duas vezes para lá, mas não em missão definitiva. Leopoldo foi destinado aos serviços pastorais nos conventos capuchinhos por causa da saúde precária. Ele era franzino, tinha apenas um metro e quarenta de altura e uma doença nos ossos. Com grande espírito de fé, submeteu-se à obediência de seus superiores. Iniciou, assim, o ministério do confessionário, que exerceu até a sua morte. No início, em diversos conventos do norte da Itália e, depois, em Pádua, onde se tornou "o gigante do confessionário". A cidade de Pádua é famosa por ser um centro de numerosas peregrinações. É em sua basílica que repousam os restos mortais de santo Antônio. Leopoldo dedicava quase doze horas por dia ao ministério da confissão. Para os penitentes, suas palavras eram uma fonte de perdão, luz e conforto, que os mantinham na fidelidade e amor a Cristo. Sua fama correu, e todos o solicitavam como confessor. Foi quando ele percebeu que o seu Oriente era em Pádua. E fez todo o seu apostolado ali, fechado num cubículo de madeira, durante trinta e três anos seguidos, sem tirar um só dia de férias ou de descanso. Pequenino e frágil, com artrite nas mãos e joelhos, e com câncer no esôfago, ofereceu toda a sua agonia alegremente a Deus. Frei Leopoldo Mandic morreu no dia 30 de julho de 1942, em Pádua. O seu funeral provocou um forte apelo popular e a fama de sua santidade espalhou-se, sendo beatificado em 1976. O papa João Paulo II incluiu-o no catálogo dos santos em 1983, declarando-o herói do confessionário e "apóstolo da união dos cristãos", um modelo para os que se dedicam ao ministério da reconciliação.

Fonte: www.paulinas.org.br

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Catecismo sobre a Santíssima Virgem


(S. João Maria Vianney)



O Pai compraz-se em olhar o coração da Santíssima Virgem como a obra-prima das suas mãos; ama-se sempre a própria obra, sobretudo quando é bem feita; o Filho, como o coração de sua Mãe, fonte na qual hauriu o sangue que nos reuniu; o Espírito Santo como o seu templo. Os profetas publicaram a glória de Maria antes do seu nascimento; compararam-na ao sol. De fato, a aparição da Santíssima Virgem bem pode comparar-se a um sol num dia de névoas. Antes da sua vinda, a cólera de Deus estava suspensa sobre as nossas cabeças como uma espada prestes a nos ferir. Logo que a Santíssima Virgem apareceu na terra, essa cólera foi aplacada... ela não sabia que devia ser a mão de Deus, e, quando era pequena, dizia: “Quando verei essa bela criatura que deve ser a Mãe de Deus?” A Santíssima Virgem gerou-nos duas vezes, na encarnação e ao pé da cruz: é pois duas vezes nossa mãe. Compara-se com freqüência a Santíssima Virgem a uma mãe; porquanto a melhor das mães castigas às vezes o filho que lhe dá desgosto; bate-lhe mesmo; e julga fazer bem. Mas a Santíssima Virgem não faz assim: é tão boa que nos trata sempre com amor e nunca nos castiga. O coração dessa boa Mãe é só amor e misericórdia; ela só deseja é ver-nos felizes. Basta só volvermo-nos para ela para sermos atendidos... O Filho tem a sua justiça, a Mãe tem só o seu amor. Deus amou-nos até ao ponto de morrer por nós; mas no Coração de Nosso Senhor há justiça, que é um atributo de Deus; no da Santíssima Virgem há só misericórdia... Seu Filho estava prestes a punir um pecador, maria se lança, detém o gládio, impetra graça para o pobre culpado: “Minha Mãe, diz-lhe Nosso Senhor, eu não vos posso recusar nada. Se o inferno pudesse arrepender-se, vós lhe alcançaríeis o perdão”. A Santíssima Virgem conserva-se entre o seu Filho e nós. Quanto mais pecadores somos, tanto mais compaixão e ternura ela tem por nós. O filho que mais lágrimas custou a sua mãe é o mais caro ao coração desta. Uma mãe não corre sempre ao mais fraco e mais exposto? Um médico, nu, hospital, não tem mais atenção para os mais doentes? O coração de Maria é tão terno para nós, que o de todas as mães reunidas não passam dum pedaço de gelo ao pé do dela. Vede como a Santíssima Virgem pé boa! O seu grande servo S. Bernardo dizia muitas vezes: Ave, Maria... Um dia essa boa mãe respondeu-lhe: Ave meu filho Bernardo... A Ave-Maria é uma oração que nunca fatiga. Quando se fala dos objetos da terra, do comércio, da política... cansa-se, mas quando se fala da SS. Virgem, é sempre coisa nova. A devoção à Santíssima Virgem é untuosa, doce, nutritiva. Todos os santos têm grande devoção à Santíssima Virgem; nenhuma graça vem do céu sem passar pelas mãos dela. Ninguém entra numa sala sem falar ao porteiro: pois bem! A SS. Virgem é a porteira do céu. Quando se quer oferecer alguma coisa a um grande personagem, faz-se apresentar esse objeto pela que ele prefere, a fim de que a homenagem lhe seja mais agradável. Assim as nossas preces, apresentadas pela Santíssima Virgem, têm merecimento muito maior, porque a Santíssima Virgem é a única criatura que nunca ofendeu a Deus. Só a Santíssima Virgem foi quem cumpriu o primeiro mandamento: Um só Deus adorarás e amarás perfeitamente. Ela o cumpriu integralmente... Tudo o que o Filho pede ao Pai é-lhe concedido. Tudo o que a Mãe pede ao Filho é-lhe igualmente concedido. Quando as nossas mãos tocaram aromas, embalsamam tudo o que tocam: façamos passar as nossas preces pelas mãos da Santíssima Virgem, e ela as embalsamará. Eu penso que no fim do mundo a Santíssima Virgem estará bem tranqüila; mas enquanto durar o mundo, ela será puxada para todos os lados... A Santíssima Virgem é como uma mãe que tem muitos filhos. Está continuamente ocupada em correr de um a outro.

segunda-feira, 27 de julho de 2009


"Se tivéssemos fé, veríamos Deus oculto no sacerdote, como a luz por trás da vidraça, como vinho misturado na água."

São João Batista Maria Vianney

Palavras de um Santo Bispo sobre o Santo Sacrifício da Missa


"(...) erram os que consideram a Missa mera assembléia dos fiéis para o culto divino, no qual se faz uma simples comemoração da Paixão e morte de Jesus Cristo, ou seja, do Sacrifício, outrora, efetuado no Calvário. Incidem igualmente em heresia os que aceitam a missa como sacrifício de louvor e ação de graças, mas lhe negam qualquer caráter propiciatório em favor dos homens. Ou os que fingem ignorar a relação essencial que tem a Missa com respeito à Cruz, e pretendam que aquela venha a ser uma ofensa a esta. Do mesmo modo, afastam-se da doutrina católica os que consideram a missa, principalmente, um banquete do Corpo de Cristo.

"Todas estas opiniões heréticas extenuam a verdade revelada, entibiam os corações, e impedem o florescimento de uma caridade ardente, cuja viva chama alimenta a renovação do ato inefável do amor de Jesus Cristo, imolando-se por nós, sua presença real sobre o altar, e a posse serena da verdade".

D. Antônio de Castro Mayer - Carta pastoral sobre o Santo Sacrifício da Missa, 12 de setembro de 1969 in Por um Cristianismo Autêntico, págs. 335-336, 1971, Editora Vera Cruz.

sábado, 25 de julho de 2009

O DEPOIMENTO DE QUEM CASOU COM UM PADRE


O jornal "Stampa" de Turim ( Itália), a propósito de uma série de matérias por ele publicadas a respeito do problema do celibato na Igreja, recebeu de uma leitora uma carta assinada, da qual reproduz em sua edição de 6 de março último os seguintes trechos:
"Pretendo com esta humilde carta responder não aos padres, mas todas as mulheres e moças que tencionam construir sua vida com um deles.
"Ele era bonito de maneiras cativantes e eu...não tinha ninguém!
"Agora vivo com ele; não estou mais sozinha...por fora; mas, interiormente, que solidão penosa! que angústia!
"Ele não celebra mais a missa: "está fora". Mas talvez nunca tivesse se sentido tão próximo do seu Deus como agora. Continua tratando-me com bondade e delicadeza, mas... não pertence a mim, nunca pertenceu. O homem que existia nele era pequeno demais para sobrepujar o sacerdote que estava a serviço de um Senhor tão grande e que não podia ser esquecido.
"Quantas lágrimas derramei! Deus terá em conta minha contínua dor e remorso. Sei que um dia ele irá embora - voltará a seu ministério. Ficarei sozinha; mas a solidão que me sobrevirá será uma benção e, ao mesmo tempo, uma dor de expiação.
"Quisera explicar a todas as mulheres que pretendem imitar o meu erro que entre elas e o sacerdote há um abismo enorme; e chama-se: "mãos consagradas".
"Ninguém imagina o que significam estas simples palavras. è preciso experimentar para acreditar! Uns dias atrás, estávamos à mesa; ele bebia um pouco de vinho: o mesmo gesto de quem, na missa, está acostumado a beber o vinho, mas com outra finalidade! Ontem dizia-me que sonhara com um rebanho debandado, uma ovelha aqui, outra lá, depois acrescentou: "Pois é, faltam os pastores".
"Amigas, vocês estão vendo que ele, mais do que nunca, é propriedade de Deus. E hoje eu sou apenas a memória do seu pecado.
Amigas, deixem os padres em paz: eles pertencem à Deus e não podemos lutar contra Deus; cedo ou tarde ele acaba vencendo".



Fonte: Revista HORA PRESENTE, Ano I - Agosto/1969 -Nº.4

sexta-feira, 24 de julho de 2009


"Intrinsecamente mau é o comunismo, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a civilização cristã” (Pio XI, Divini Redemptoris, nº. 58).



Reflexões sobre a Revolução Russa e a mentalidade revolucionária

A ideologia comunista propõe a imagem de uma sociedade melhor e nos incita a desejá-la. Como um ideal de emancipação e de fraternidade universal, a revolução comunista de Outubro de 1917 transformou-se numa doutrina de onipotência do Estado, praticando o extermínio sistemático de grupos inteiros, sociais ou nacionais, recorrendo às deportações em massa, e com freqüência massacres gigantescos. “O terror foi, desde sua origem, uma das dimensões fundamentais do comunismo moderno.” [1]

Desde o início, Lênin e seus camaradas se situaram no contexto de uma “guerra de classes”, sem perdão, na qual o adversário político, ideológico, ou, mesmo a população recalcitrante eram considerados, e tratados, como inimigos e deveriam ser exterminados.” [2] Os métodos postos em prática por Lênin e sistematizados por Stalin e seus êmulos, não somente lembram os métodos nazistas como também, e com freqüência lhe são anteriores.” [3] Na ideologia comunista, a sociedade futura, devia ser construída em torno de povo proletário purificado de toda escória burguesa. A estratégia usada pelos bolcheviques já havia sido indicada por Marx, que defendia a derrubada violenta da burguesia afim de estabelecer a dominação do proletariado.[4] Marx já havia ensinado numa ao mensagem do comitê central à liga dos comunistas em 1850 que:

“Os operários não só não devem opor-se aos chamados excessos, aos atos de vingança popular contra indivíduos odiados ou contra edifícios públicos que o povo só relembre com ódio, não somente devem admitir tais atos, mas assumir a sua direção.” [5] Mas, para opor-se enérgica e ameaçadoramente a esse partido, cuja traição aos operários começará desde os primeiros momentos da vitória, estes devem estar armados e organizados. Dever-se-á armar, imediatamente, todo o proletariado, com fuzis, carabinas, canhões e munições; é preciso opor-se ao ressurgimento da velha milícia burguesa, dirigida contra os operários. (...) Sob nenhum pretexto entregarão suas armas e munições” [6]


Na Rússia, o regime czarista desacreditado e enfraquecido foi surprendido pela chegada dos dias de fevereiro de 1917. Ao fim do mesmo ano, a ação dos bolcheviques, já agia no vazio institucional reinante, indo ao encontro das aspirações de grande parte da população já ludiabrada pelas promessas comunistas, e isto, porque a fraude que faz um povo aceitar a escravidão sob o nome de liberdade pertence à essência mesma das revoluções.

Às vésperas da Revolução, os três governos provisórios que se sucederam a queda do czarismo se mostraram incapazes de resolver os problemas deixados como herança pelo Antigo Regime. Em outono de 1917, quando toda autoridade do Estado havia desaparecido, o Partido Bolchevique sob a liderança de Lênin assume o governo do Estado supostamente operário. O novo poder surge como uma construção complexa: uma fachada fundada na mitologia do comunismo, “o poder dos sovietes.” Em pouco tempo, “todos os indivíduos suspeitos de sabotagem, de especulação ou de monopólio são suscetíveis de serem imediatamente detidos como inimigos do povo e serem transferidos para as prisões de Kronstadt.”[7] Lênin passava a invocar o terror como justiça revolucionária de classe: “Enquanto não aplicarmos o terror sobre os especuladores, uma bala na cabeça, imediatamente, não chegaremos a lugar nenhum.” [8]

Rapidamente o número de pessoas internadas nos campos de trabalho ou de concentração teve um aumento constante no decorrer dos anos 1919-1921, passando de cerca de 16 mil em maio de 1919 a mais de 60 mil em setembro de 1921.[9] A revolução liderada por Lênin representaria o começo de uma nova era para a humanidade, anunciando uma sociedade mais justa e um homem mais consciente de sua relação com o seu semelhante, mas iniciava-se a construção de um dos mais vigorosos mitos políticos contemporâneos: a construção do socialismo, levado a cabo pela mentalidade revolucionária, aquele
“estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”(...) Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem.”[10]



[1] CORTOUIS, Stéphene et al. O Livro negro do comunismo: crimes, terror e repressão. Ed. Bertrand Brasil, 2005, p.15.
[2] Idem, p. 21.
[3] Idem, p. 28.
[4] Cf. MARX, Karl. Manifesto comunista, p.36. Acessado em 5 de novembro. Disponível em: http://www.pstu.org.br/biblioteca/marx_engels_manifesto.pdf
[5] (MARX, Karl. Mensagem do comitê central à liga dos comunistas).Acessado em 5 de novembro. Disponível em: http://antivalor.atspace.com/outros/marx201.htm
[6] Idem.
[7] CORTOUIS, op. cit, p. 71.
[8] LENIN, Polnoe sobranie socinenii (Obras completas) Moscou, 1958-1966, vol. XXXV, p.31. In: CORTOUIS, Stéphene et al. O Livro negro do comunismo: crimes, terror e repressão. Ed. Bertrand Brasil, 2005, p.76.

[9] Cf. Idem, p. 101.
[10] CARVALHO, Olavo de. A mentalidade revolucionária. Acessado em 5 de novembro. Disponível em:
http://www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html

São Pedro Julião Eymard

A Modéstia, Atributo de Maria

[...]
Exteriormente é modesta. Não se faz notar pela severidade nem pela negligência. Sempre humilde e mansa, traz o sinal da simplicidade em tudo que realiza.
Modesta em relação ao mundo. Maria sacrifica com generosidade a condição de gestante; vai imediatamente, vencendo grande distância, visitar sua parenta Isavel, levando felicitações e auxílio. Durante três meses acompanha e serve, trazendo grande alegria ao lugar. Somente quando a glória do Filho exigir aparecerá em público. Assistirá às bodas de Caná sem nenhum privilégio. A modéstia faz com que pratique a caridade de acordo com a ocasião.
Modesta no cumprimento dos deveres.Desempenha com suavidade, sem precipitações, sempre alegre e disposta a abraçar uma nova obrigação; não deixa transparecer as contrariedades, não busca consolações e pela naturalidade não atrai a atenção dos demais. Modelo exemplar para os adoradores do Santíssimo Sacramento; cuja vida se compõe de pequenos atos e de pequenos sacrifícios, que somente Deus deve conhecer e recompensar; cuja glória e conforto consistem na filial e humilde dedicação no cumprimento dos deveres, ambicionando agradar o Mestre pela contínua imolação de si mesmos.
Modesta na piedade. Elevada ao mais alto grau de contemplação que uma criatura possa atingir, vivendo no constante exercício do perfeito amor, exaltada acima dos anjos e constituída Mãe de Deus, mesmo com todas essas prerrogativas, serve o Senhor com simplicidade; sujeita-se às prescrições da lei, assiste às festas, reza junto com os demais fiéis; em nada se faz notar, nenhum exercício exterior demonstra sua piedade e o seu fervor. Assim deve ser a piedade do cristão: comum em suas práticas, simples em seus meios, modesto no agir, evitando chamar a atenção, fruto sutil do amor próprio que leva à vaidade e à ilusão.
Modesta nas virtudes. Possui todas as virtudes em grau supremo, praticados com suma perfeição, embora de forma simples e usual. Em todos os favores recebidos, a humildade vê somente a bondade de Deus, somente agradece. Agradecimento escondido e sem glória humana. Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré ? (Jo 1, 46). Ninguém presta atenção em Maria, passa totalmente desapercebida.
Eis o segredo da Perfeição: a simplicidade, mesmo quando ignorada, saber conservá-la. Uma virtude acentuada fica exposta, uma virtude louvada pode trazer a ruína; a flor que mais chama a atenção, murcha depressa.Afeiçoemo-nos às pequenas virtudes de Maria de Nazaré, que germinam aos pés da cruz, à sombra de Jesus; deste modo, não temeremos as tempestades que abatem os cedros nem o raio que cai no cimo da montanha.
Modesta nos sacrifícios. Aceita em silêncio e conformidade o exílio no Egito. Diante da dúvida de José, permanece em silêncio, confia na providência. Traspassada pela dor, acompanha o Filho que carrega a cruz, não grita nem lamenta exteriormente. No Calvário, mergulhada em sua dor, sofre calada e se despede do Filho num olhar mudo.
Maria é também modesta em sua glória. Como Mãe de Deus, possuía todos os direitos e todas as homenagens, entretanto abraça a provação e o sacrifício. Não aparece nos triunfos do Filho, porém está aos pés da cruz.
Para ser filhos desta Mãe, devemos nos revestir de modéstia, deve ser tema usual de nossa meditação. A modéstia é virtude régia de um adorador do Santíssimo Sacramento, pois fornece a exterioridade dos sentidos na presença de Deus.


Extraído da Obra Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento: Um mês com Maria, de São Pedro Julião Eymard, Editora Formatto, 2008, p.50-53

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SACERDOTII NOSTRI PRIMORDIA


Belíssima encíclica do Beato João XXIII sobre o Santo Cura D'Ars.

Não deixem de ler!

É um pouco longo, mas vale a pena ser lido e meditado.


S. João Maria Vianney. Sermão sobre a Pureza.


“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt.5,8)Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender dEle o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ele nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais! “Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”. Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade? ... S. Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz: “Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpo e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma”. (I Cor, 6, 15-20) Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus. Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos. Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos rociados com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantas virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo... Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!... Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus. Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma idéia digna de Deus, e vos mostrar, 1o quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e 2o o que nós devemos fazer para conservá-la.I – Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus. Seria preciso, meus irmãos, para vos fazer compreender bem a estima que devemos ter desta incomparável virtude, para vos fazer a descrição de sua beleza, e vos fazer apreciar bem seu valor junto de Deus, seria preciso, não um homem mortal, mas um anjo do céu. Ouvindo-o, vós diríeis com admiração: Como todos os homens não estão dispostos a sacrificar tudo antes que perder uma virtude que nos une de uma maneira íntima com Deus? Procuremos, contudo, conceber dela alguma coisa, considerando que dita virtude vem do céu, que ela faz descer Jesus Cristo sobre a terra, e que eleva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Dizei-me, meus irmãos, de acordo com isto, acaso não merece ela o título de preciosa virtude? Não é ela digna de toda nossa estima e de todos os sacrifícios necessários para conservá-la? Nos dizemos que a pureza vem do céu, porque só havia o próprio Jesus Cristo que fosse capaz de no-la ensinar e nos fazer sentir todo o seu valor. Ele nos deixou o exemplo prodigioso da estima que teve desta virtude. Tendo resolvido na grandeza de sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe. Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos? Foi Maria, a mais pura entre todas e por uma graça que não foi concedida a ninguém mais, foi isenta do pecado original. Ela consagrou sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-lhe seu corpo, sua alma, ela lhe fez o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Deus jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse mesmo de leve empanar seu brilho. Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que Ela não a perderia. Mas, tendo lhe dito o anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou empanar sua pureza de que Ela fazia tanta estima, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal. Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolhe um pai nutrício que era pobre, é verdade; mas ele quis que sua pureza estivesse por sobre a de todas as outras criaturas, exceto a Virgem Santa. Dentre seus discípulos, Ele distingue um, a quem Ele testemunhou uma amizade e uma confiança singulares, a quem Ele fez participante de seus maiores segredos, mas Ele toma o mais puro de todos, e que estava consagrado a Deus desde sua juventude.Santo Ambrósio nos diz que a pureza nos eleva até o céu e nos faz deixar a terra, enquanto é possível a uma criatura deixá-la. Ela nos eleva por sobre a criatura corrompida e, por seus sentimentos e seus desejos, ela nos faz viver da mesma vida dos anjos. Segundo São João Crisóstomo, a castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza. Os anjos não têm nada a combater para conservá-la, enquanto que um cristão é obrigado a fazer uma guerra contínua a si mesmo. S. Cipriano acrescenta que, não somente a castidade nos torna semelhantes aos anjos, mas nos dá ainda um caráter de semelhança com o próprio Jesus Cristo. Sim, nos diz este grande santo, uma alma casta é uma imagem viva de Deus sobre a terra.Quanto mais uma alma se desapega de si mesma pela resistência às suas paixões, mais ela se une a Deus; e, por um feliz retorno, mais o bom Deus se une a ela; ele a olha, Ele a considera com sua esposa, como sua bem-amada; faz dela o objeto de suas mais caras complacências, e fixa nela sua morada para sempre. “Bem-aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”. Segundo S. Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” - nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer-se uma grande violência. Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demônio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”. Vemos também, meus irmãos, que os cristãos castos são os mais perfeitos. Nós os vemos reservados em suas palavras, modestos em todos os seus passos, sóbrios em suas refeições, respeitosos no lugar santo e edificantes em toda sua conduta. Sto. Agostinho compara aqueles que têm a grande alegria de conservar seu coração puro, aos lírios que se elevam diretamente ao céu e que difundem em seu redor um odor muito agradável; só a vista deles nos faz pensar naquela preciosa virtude. Assim a Virgem Santa inspirava a pureza a todos aqueles que a olhavam... Bem-aventurada virtude, meus irmãos, que nos põe entre os anjos, que parece mesmo elevar-nos por sobre eles! II - O amor que os Santos tinham por esta virtudeTodos os Santos fizeram o maior caso dela e preferiram perde seus bens, sua reputação e sua própria vida a descorar esta virtude.Nós temos um belo exemplo disto na pessoa de Santa Inês. Sua formosura e suas riquezas fizeram com que, à idade de doze anos, ela fosse procurada pelo filho do prefeito da cidade de Roma. Ela lhe fez saber que estava consagrada ao bom Deus. Ela foi presa sob o pretexto de que era cristã, mas em realidade para que consentisse nos desejos do rapaz ... Ela estava de tal modo unida a Deus que nem as promessas, nem as ameaças, nem a vista dos carrascos e dos instrumentos expostos diante de si para amedrontá-la, não a fizeram mudar de sentimentos. Não tendo conseguido nada dela, seus perseguidores a carregaram de cadeias, e quiseram colocar uma argola e anéis em seu pescoço e em sua mãos; eles não puderam fazê-lo, tão débeis eram suas pequenas mãos inocentes. Ela permaneceu firme em sua resolução, no meios destes lobos enraivecidos, ela ofereceu seu corpinho aos tormentos com uma coragem que espantou aos carrascos. Arrastam-na aos pés dos ídolos; mas ela confessa bem alto que só reconhece por Deus a Jesus Cristo, e que os ídolos deles não são mais que demônios. O juiz, cruel e bárbaro, vendo que não consegue nada, crê que ela será mais sensível diante da perda daquela pureza que ela estimava tanto. Ele ameaça expô-la num lugar infame; mas ela responde com firmeza; “Vós podeis fazer-me morrer, mas não podereis jamais fazer-me perder este tesouro: o próprio Jesus Cristo é zeloso deste tesouro.” O juiz, morrendo de raiva, manda conduzi-la ao lugar das torpezas infernais. Mas Jesus Cristo, que velava por ela duma maneira particular, inspira um tão grande respeito aos guardas, que eles só a olhavam com uma espécie de pavor, e manda a Seus anjos que a protejam. Os jovens que entram naquele quarto, inflamados de um fogo impuro, vendo um anjo ao lado dela, mais belo que o sol, saem dali abrasados do amor divino. Mas o filho do prefeito, mais perverso e mais corrompido que os outros, penetra no quarto onde estava santa Inês. Sem ter consideração por todas aquelas maravilhas, ele se aproxima dela na esperança de contentar seus desejos impuros; mas o anjo que guarda a jovem mártir fere o libertino que cai morto a seus pés. Rapidamente se espalha em Roma o boato de que o filho do prefeito tinha sido morto por Inês. O pai, enfurecido, vem encontrar a santa e se entrega a tudo o que seu desespero lhe pode inspirar. Ele a chama de fúria do inferno, monstro nascido para a desolação de sua vida, pois tinha feito morrer seu filho. Santa Inês lhe responde tranqüilamente: “É que ele quis fazer-me violência, então o meu anjo lhe deu a morte.” O prefeito, um pouco acalmado, lhe diz: pois bem, pede a teu Deus para ressuscitá-lo, para que não se diga que foste tu que o mataste.” – Sem dúvida, diz-lhe a Santa, vós não mereceis esta graça; mas para que saibais que os cristãos nunca se vingam, mas, pelo contrário, eles pagam o mal com o bem, saí daqui, e eu vou pedir ao bom Deus por ele.” Então Inês se põe de joelhos, prostrada com a face em terra. Enquanto ela ela reza, seu anjo lhe aparece e lhe diz: “Tenha coragem”. No mesmo instante o corpo inanimado retoma a vida. O jovem ressuscitado pelas orações da Santa, se retira da casa, corre pelas ruas de Roma gritando: “Não, não, meus amigos, não há outro Deus que o dos cristãos, todos os deuses que nós adoramos não são mais que demônios que nos enganam e nos arrastam ao inferno.” Entretanto, apesar de um tão grande milagre, não deixaram de a condenar. Então o tenente do prefeito manda que se acenda um grande fogo, e faz lançá-la nele. Mas as chamas entreabrindo-se, não lhe fazem nenhum mal e queimam os idólatras que acudiram para serem espectadores de seus combates. O tenente, vendo que o fogo a respeitava e não lhe fazia nenhum mal, ordena que a firam com um golpe de espada na garganta, afim de lhe tirar a vida; mas o carrasco treme como se ele mesmo estivesse condenado à morte... Como os pais de Santa Inês chorassem a morte de sua filha, ela lhes aparece dizendo-lhes: “Não choreis minha morte, pelo contrário, alegrai-vos de eu Ter adquirido uma tão grande glória no céu.”Estais vendo, meus irmãos, o que esta Santa sofreu antes que perder sua virgindade. Formai agora idéia da estima em que deveis ter a pureza, e como o bom Deus se compraz em fazer milagres para se mostrar-se seu protetor e guardião. Como este exemplo confundirá um dia estes jovens que fazem tão pouco caso desta bela virtude! Eles jamais conheceram seu preço. O Espírito Santo tem, portanto, razão de exclamar: “Ó, como é bela esta geração casta; sua memória é eterna, e sua glória brilha diante dos homens e dos anjos!” É certo, meus irmãos, que cada um ama seus semelhantes; também os anjos, que são espíritos puros, amam e protegem duma maneira particular as almas que imitam sua pureza. Nós lemos na Sagrada Escritura que o anjo Rafael, que acompanhou o jovem Tobias, prestou-lhe mil serviços. Preservou-o de ser devorado por um peixe, de ser estrangulado pelo demônio. Se este jovem não tivesse sido casto, é certíssimo que o anjo não o teria acompanhado, nem lhe teria prestado tantos serviços. Com que gozo não se alegra o anjo da guarda que conduz uma alma pura!Não há outra virtude para conservação da qual Deus faça milagres tão numerosos como os que ele prodiga em favor duma pessoa que conhece o preço da pureza e que se esforça por salvaguardá-la. Vede o que Ele fez por Santa Cecília. Nascida em Roma de pais muito ricos, ela era muito instruída na religião cristã, e seguindo a inspiração de Deus, ela lhe consagrou sua virgindade. Seus pais, que não o sabiam, prometeram-na em casamento a Valeriano, filho de um senador da Cidade. Era, segundo o mundo, um partido bem considerado. Ela pediu a seus pais o tempo de pensá-lo. Ela passou este tempo no jejum, na oração e nas lágrimas, para obter de Deus a graça de não perder a flor daquela virtude que ela estimava mais que sua vida. O bom Deus lhe respondeu que não temesse nada e que obedecesse a seus pais; pois, não somente não perderia esta virtude, mas ainda obteria... Consentiu, pois, no matrimônio. No dia das núpcias, quando Valeriano se apresentou, ela lhe disse: “Meu caro Valeriano, eu tenho um segredo a lhe comunicar.” Ele lhe respondeu: “Qual é este segredo? ” – Eu consagrei minha virgindade a Deus e jamais homem algum me tocará, pois eu tenho um anjo que vela por minha pureza; se você atenta contra isto, você será ferido de morte”. Valeriano ficou muito surpreso com esta linguagem, porque sendo pagão, não compreendia nada de tudo isto. Ele respondeu: “Mostre-me este anjo que a guarda.” A Santa replicou: “Você não pode vê-lo porque você é pagão. Vá ter com o Papa Urbano, e peça-lhe o batismo, você em seguida verá o meu anjo”. Imediatamente ele parte. Depois de Ter sido batizado pelo Papa, ele volta a encontrar sua esposa. Entrando no seu quarto, vê o anjo velando com Santa Cecília. Ele o acha tão bonito, tão brilhante de glória, que fica encantado e tocado por sua formosura. Não somente permite à sua esposa permanecer consagrada a Deus, mas ele mesmo faz voto de virgindade ... Em breve eles tiveram a alegria de morrerem mártires. Estais vendo como o bom Deus toma cuidado duma pessoa que ama esta incomparável virtude e trabalha por conservá-la?Nós lemos na vida de Santo Edmundo que, estudando em Paris, ele se encontrou com algumas pessoas que diziam tolices; ele as deixou imediatamente. Esta ação foi tão agradável a Deus, que Ele lhe apareceu sob a forma de um belo menino e o saudou com um ar muito gracioso, dizendo-lhe que com satisfação o tinha visto deixar seus companheiros que mantinham conversas licenciosas; e, para recompensá-lo, prometia que estaria sempre com ele. Além disto, Sto. Edmundo teve a grande alegria de conservar sua inocência até a morte. Quando Santa Luzia foi ao túmulo de Santa Águeda para pedir ao Bom Deus, por sua intercessão, a cura de sua mãe, Santa Águeda lhe apareceu e lhe disse que ela podia obter, por si mesma, o que ela pedia, pois que, por sua pureza, ela tinha preparado em seu coração uma habitação muito agradável ao seu Criador. Isto nos mostra que o bom Deus não pode recusar nada a quem tem a alegria de conservar puros seu corpo e sua alma...Escutai a narração do que aconteceu a Santa Pontamiena que viveu no tempo da perseguição de Maximiano. Esta jovem era escrava dum dissoluto e libertino, que não cessava de a solicitar para o mal. Ela preferiu sofrer todas as sortes de crueldades e de suplícios a consentir nas solicitações de seu senhor infame. Este, vendo que não podia conseguir nada, em seu furor, entregou-a como cristã nas mãos do governador, a quem prometeu uma grande recompensa se a pudesse conquistar. O juiz mandou que a conduzissem ante seu tribunal, e vendo que todas as ameaças não a faziam mudar de sentimentos, fez a Santa sofrer tudo o que a raiva pôde lhe inspirar. Mas o bom Deus concedeu à jovem mártir tanta força que ela parecia ser insensível a todos os tormentos. Aquele juiz iníquo, não podendo vencer sua resistência, faz colocar sobre um fogo bem ardente uma caldeira cheia de pez, e lhe diz: “Veja o que lhe preparam se você não obedece a seu senhor.” A santa jovem responde sem se perturbar: “Eu prefiro sofrer tudo o que vosso furor puder vos inspirar a obedecer aos infames desejos de meu senhor; aliás, eu jamais teria acreditado que um juiz fosse tão injusto de me fazer obedecer aos planos de um senhor dissoluto.” O tirano, irritado por esta resposta, mandou que a lançassem na caldeira. “Ao menos mandai, diz-lhe ela, que eu seja lançada vestida. Vós vereis a força que o Deus que nós adoramos dá aos que sofrem por Ele.” Depois de três horas de suplício, Pontamiena entregou sua bela alma a seu criador, e assim alcançou a dupla palma do martírio e da virgindade. III - Como esta virtude é pouco conhecida e apreciada no mundo.Ai, meus irmãos, como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a estimamos, quão pouco cuidado nós pomos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois que não a podemos ter de nós mesmos. Não, nós não conhecemos esta bela e amável virtude que ganha tão facilmente o coração de Deus, que dá um tão belo brilho a todas as nossas outras boas obras, que nos eleva acima de nós mesmos, que nos faz viver sobre a terra como os anjos no céu!...Não, meus irmãos, ela não é conhecida por este velhos infames impudicos que se arrastam, se rolam e se submergem na lama de suas torpezas, cujo coração é semelhante àqueles ... sobres o alto das montanhas... queimados e abrasados por estes fogos impuros. Ai! Bem longe de procurar extinguí-lo, eles não cessam de acendê-lo e abrasá-lo por seus olhares, por seus pensamentos, seus desejos e suas ações. Em que estado estará esta alma, quando aparecer diante de Deus, a pureza mesma? Não , meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por esta pessoa, cujos lábios não são mais que uma abertura e um tubo de que o inferno se serve para vomitar suas impurezas sobre a terra, e que se alimenta disto como de um pão quotidiano. Ai! A alma deles não é mais que um objeto de horror para o céu e para a terra! Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estes jovens cujos olhos e mãos estão profanados por estes olhares e ... Ó DEUS, QUANTAS ALMAS ESTE PECADO ARRASTA PARA O INFERNO! ... Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo! ... Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração. Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas. Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá a morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza! Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do inferno por toda a eternidade. Mas, meus irmãos, deixemos uma matéria tão desagradável e tão revoltante para um cristão, cuja pureza deve imitar a de Jesus Cristo mesmo; e voltemos à nossa bela virtude da pureza que nos eleva até o céu, que nos abre o coração adorável de Jesus Cristo, e nos atrai todas as bênçãos espirituais e temporais.

quarta-feira, 22 de julho de 2009



Respeito devido aos sacerdotes - Sta. Catarina de Sena

Os ministros são ungidos meus. A respeito deles diz a Escritura: “Não toqueis nos meus cristos” (Sl 105, 15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens. Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue. Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos”!
Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores”! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o sangue do meu Filho e não os pastores. Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que têm pelo sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos meus ministros não coloca em mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar. Mas quando o respeito se fundamenta em mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse, a grandeza da eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-me ofendido.

Santa Catarina de Sena, “O Diálogo”Cap. 28.Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005pp. 237-240

Pois é, por mais que não honrem a dignidade sacerdotal que receberam, somos, sob pena de pecarmos gravemente, obrigados a respeitá-los e venerá-los. Depois de ler esta passagem - providencialmente - resolvi tirar do blog tudo o que escrevi e considerei ofensivo em relação aos ministros ordenados.

Fico com Santa Catarina e prefiro assim.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Santa Teresa e a Eucaristia

Santa Teresa e a Eucaristia

Quando eu me chegava à comunhão e recordava aquela altíssima Majestade que vira e pensava que era Ele que estava no Santíssimo Sacramento (tanto mais que muitas vezes quer o Senhor que eu O veja na hóstia), os cabelos se me eriçavam na cabeça e parecia que toda me aniquilava. Oh! Senhor meu! Mas se não encobrísseis vossa grandeza, quem ousara chegar tantas vezes a reunir coisa tão suja e miserável com tão grande Majestade? Bendito sejais, Senhor. Louvado sejais pelos anjos e por todas as criaturas, porque assim medis as coisas por nossa fraqueza para que, gozando de tão soberanas mercês, Vosso grande poder não nos assuste e, gente fraca e miserável que somos, não as ousemos gozar.Poderia nos acontecer o que, segundo sei ao certo, sucedeu a um lavrador. Encontrou um tesouro, que valia muito mais do que cabia no seu ânimo mesquinho; e vendo-se com aquela riqueza, deu-lhe uma tristeza tão grande que pouco a pouco veio a morrer de pura aflição, por não saber o que faria com o seu achado. Se não o encontrasse todo de uma vez, mas pouco a pouco lho fossem dando e sustentando com ele, viveria mais contente do que sendo pobre, e não lhe custaria a vida.Oh! Riqueza dos pobres, quão admiravelmente sabeis sustentar as almas e, sem que vejam tão grandes riquezas, pouco a pouco as ides mostrando! Quando eu vejo uma majestade tão grande dissimulada em coisa tão pouca como é a Hóstia, fico a admirar sabedoria tão imensa e não sei como me dá o Senhor ânimo e esforço bastante para chegar-me a Si; e se Ele, que me fez e ainda faz mercês tão grandes, ânimo não me desse, nem me seria possível dissimular, nem deixar de dizer aos brados tão grandes maravilhas. Pois que sentirá uma miserável como eu, carregada de abominações e que com tão pouco temor de Deus gastou a sua vida, ao se acercar deste Senhor de tão grande majestade, quando Ele quer que minha alma o veja? Uma boca que tantas palavras falou contra aquele mesmo Senhor, como se poderá juntar àquele corpo gloriosíssimo, cheio de pureza e piedade? E mais dói e aflige a alma, por não O haver servido, o amor que mostra aquele rosto de tanta formosura, com tão grande ternura e afabilidade — do que imprime temor a majestade que nEle se vê. Mas que poderia eu sentir nas duas vezes em que vi isso? Que direi?Uma vez, chegando-me à comunhão, vi com os olhos da alma dois demônios, mais claramente que com os olhos do corpo; tinham abominável figura. Parece-me que os seus cornos rodeavam a garganta do pobre sacerdote. E vi o meu Senhor, com a majestade em que já falei, na Partícula que eu ia receber, posto naquelas mãos que claramente mostravam ser criminosas e entendi que estava aquela alma em pecado mortal. Que seria, Senhor meu, ver Vossa formosura entre figuras tão abomináveis! Estavam eles como amedrontados e espantados diante de Vós. E de bom grado parece que fugiriam se Vós os deixásseis ir. Deu-me enorme perturbação e não sei como pude comungar; fiquei com grande temor, parecendo-me que, se fora visão de Deus, não permitira Sua Majestade visse eu o mal que estava naquela alma. Disse-me o próprio Senhor que rogasse por ele e que me permitira aquela vista a fim de que eu entendesse a força que têm as palavras da consagração e como não deixa Deus de estar ali, por mau que seja o sacerdote que as diz; e para que eu visse a sua grande bondade pondo-se nas mãos do seu inimigo — tudo para meu bem e bem de todos. Entendi quão mais obrigados que os outros estão os sacerdotes a ser bons, que coisa terrível é tomarem indignamente este Santíssimo Sacramento, e quão senhor é o demônio da alma que está em pecado mortal. Sobejo proveito me fez esta visão e sobejo conhecimento me deu do que devia a Deus. Bendito seja para todo o sempre.


Vida de Santa Teresa de Jesus, escrita por ela própria(págs. 241-242) - Edições Loyola


P.S. Comprei este livro pela bagatela de R$1,00!!! Aliás, comprei todos os livros de Santa Teresa por R$1,00!!!

São Luís Maria responde ao Pe. Zezinho

São Luís Maria Grignion de Montfort

OS DEVOTOS ESCRUPULOSOS

Os Devotos escrupulosos são aqueles que receiam desonrar o Filho, honrando a Mãe, e rebaixá-lo se a exaltarem demais. Não podem suportar que se repitam à Santíssima Virgem aqueles louvores justíssimos que lhe teceram os Santos Padres; não suportam sem desgosto que a multidão ajoelhada aos pés de Maria seja maior que ante o altar do Santíssimo Sacramento, como se fossem antagônicos, e como se os que rezam à Santíssima Virgem não rezassem a Jesus por meio dela. Não querem que se fale tão freqüentemente da Santíssima Virgem, nem que se recorra tantas vezes a ela.
Algumas frases eles as repetem a cada momento: Para que tantos terços, tantas confrarias e devoções exteriores à Santíssima Virgem? Vai nisso muito de ignorância! É fazer da religião uma palhaçada. Falai-me, sim, dos que são devotos de Jesus Cristo (e eles o nomeiam, muitas vezes sem se descobrir, digo-o entre parêntesis): cumpre recorrer a Jesus Cristo, pois é ele o nosso único medianeiro; é preciso pregar Jesus Cristo, isto sim que é sólido!
Em certo sentido é verdade o que eles dizem. Mas, pela aplicação que lhe dão, é bem perigoso e constitui uma cilada sutil do maligno, sob o pretexto de um bem muito maior, pois nunca se há de honrar mais a Jesus Cristo, do que honrando a Santíssima Virgem, desde que a honra que se presta a Maria não tem outro fim que honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo, e que só se vai a ela como ao caminho para atingir o termo que Jesus Cristo.
A Santa Igreja, como o Espírito Santo, bendiz primeiro a Santíssima Virgem e depois Jesus Cristo: “benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui Iesus”. Não porque a Santíssima Virgem seja mais ou igual a Jesus Cristo: seria uma heresia intolerável, mas porque, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, cumpre bendizer antes a Maria. Digamos, portanto, com todos os verdadeiros devotos de Maria, contra seus falsos e escrupulosos devotos: Ó Maria, bendita sois vós entre todas as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus!
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

segunda-feira, 20 de julho de 2009

ZENIT
O mundo visto de Roma
Serviço diario - 20 de julho de २००९

Discoteca cristã dá primeiros passos em Fátima(!!!!!)

segunda-feira, 20 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Espaço de dança que não esquece a oração e a evangelização, a “Cristoteca”, ideia que foi concebida pela Aliança de Misericórdia, comunidade católica originária do Brasil, está a dar os primeiros passos em Portugal; informa Agência Ecclesia.
Para Carlos Marques, da Kerygma, esta iniciativa tem o objetivo de cativar os jovens para um convívio cristão, saudável, sem "bebidas, consumos e extravagancias que normalmente acontecem nas discotecas normais".
Vanessa Bueri, missionária brasileira da Aliança de Misericórdia, explicou que o conceito pretende cortar com a visão "muito quadrada" que os jovens têm da Igreja.
A “Cristoteca” que se realizou no sábado passado em Fátima começou com a missa das 20h. A pista de dança, que abriuy uma hora mais tarde, serviu bebidas sem álcool. As entradas são gratuitas e não há consumo obrigatório.
Durante a noite, faz-se a "evangelização corpo a corpo": "abordamos os jovens enquanto eles dançam e se divertem, para poder falar um pouco de Deus com eles", explicou a missionária. Quem desejou, pôde participar no dia seguinte num encontro espiritual e formativo promovido pela Comunidade Canção Nova.
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Respeito Humano e Relativismo


(...)E aqui eu entro no culto de louvor e admiração que muitos cristãos dedicaram à senhora durante século e entro também nos exageros dos que elevaram a mãe de Jesus mais alto do que ele queria ir ou a rebaixaram de maneira até descortês. Uns na ânsia de anunciar as virtudes da mãe acabaram exagerando e outros no zelo de defender o papel único do Filho acabaram jogando a mãe na lata de lixo da história. Finalmente há os que sabem o que é o Reino, quem é Jesus e quem foi Maria. Acho que faço parte desses. Cresci amando a senhora e minha devoção foi se purificando a tal ponto que hoje converso muito com Jesus e com o Pai, busco a luz do Espírito Santo no que digo e faço e de vez em quando, com bastante freqüência me vem o desejo de louvar e falar também com a senhora. Mas sei que quando falo com Jesus Cristo estou falando com Deus e quando falo com a senhora estou falando com um ser humano que foi salvo por Jesus e está no céu com ele. Nunca vi a senhora como deusa e no tempo certo entendi que Jesus é quem concede, mas que a senhora consegue.



Há muitos exageros na minha igreja da parte de pregadores e fiéis quando falam da senhora ou com a senhora. Não admira que alguns irmãos católicos ou de outras igrejas falem de idolatria. É difícil para eles provar que não são idólatras quando atribuem poder demais a um terço, a uma imagem ou a uma novena dedicada à senhora (...)
Mas a linguagem de muitos traz um conceito errado da senhora. Chamar as imagens que a representam de minha santa ou minha santinha, orar olhando para a imagem e falando com ela, falar com a imagem peregrina que veio de Portugal é falar com aquele gesso. Era só olhar para algum lugar e referir-se à imagem como esta escultura que nos faz pensar em ti. Mas a linguagem de alguns traz a confusão. Dizem que não adoram as imagens da senhora, mas falam com a imagem, ajoelhados diante dela ou olhando para ela. Se ao menos fechassem os olhos e dissessem: Falo contigo aqui diante desta escultura que me faz pensar em Ti. Mas não. Desfilam com a imagem e abençoam o povo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo com a imagem de Maria quando há um crucifixo logo do lado. E não explicam nada. Promovem o encontro de duas imagens de Maria e deixam escapar que é o encontro de duas Nossas Senhoras. Prometem curas e milagres para quem levar uma imagenzinha de nome tal e tal para casa. Mandam o doente tocar na imagem dizendo que ela (a imagem) vai curar. Gritam que Nossa Senhora está chegando quando o que está chegando é a tua imagem. A meu ver, cada vez que usamos uma imagem do jeito errado, sem explicar, prejudicamos o lugar da senhora na Bíblia, na Igreja e no Reino de Deus. Aquele objeto não é a santa: é a imagem da santa que é a senhora e que está no céu com Jesus.
Falo das aparições. É claro que acredito no poder de Deus e nos mensageiros de Deus. Se negasse as aparições teria que negar a Bíblia. Ela está cheia desses episódios. Creio que anjos, arcanjos, querubins e serafins apareceram e falaram com os humanos. Não acho que foi só imaginação daquela gente sem a cultura de hoje. Acredito que profetas como Elias e outros apareceram. Acredito que alguém que está no céu pode manifestar-se a alguém da terra a mando de Deus. Mas sigo a prudência da Igreja Católica que investiga a fundo e de cada mil casos talvez aprove um. Na maioria dos casos o vidente ou os videntes estão falando com uma Maria que não bate com a Bíblia nem o que ela diz coincide com o que já foi revelado.
Depois há tantas afirmações contraditórias que passam a idéia de que a senhora é triste, está sofrendo no céu, chora, segura o braço de Jesus que está cansado dos pecados do mundo e quer punir. Acho boa a idéia de levar à penitência, mas acho difícil crer que aquilo venha da senhora. Espero o julgamento da Igreja e nunca me antecipo nem vou lá nesses lugares. Em Fátima já fui, iria a Lurdes e a outros lugares onde houve sinais de que a senhora trouxe uma mensagem. Creio na senhora, mãe, o que acho difícil é crer nesses videntes. Eles podem ser e são mais santos e bem intencionados do que eu, inclusive quem vai lá provavelmente ama Jesus mais do que eu e peca menos do que eu, mas isso não quer dizer que tudo o que dizem está certo. Uma coisa é ser sincero e levar uma vida santa e outra é não se enganar. Muita gente boa e sincera se enganou muitas e muitas vezes achando ver o que não estava aparecendo.
E houve como há também muito charlatanismo pretendendo passar ao mundo uma mensagem que a senhora não está trazendo. Já vi muita gente correndo atrás de aparições que no fim se provaram enganosas. Já vi muito padre garantir que a senhora havia curado uma pessoa e até anunciá-lo aos jornais para depois ver a pessoa morrer. Então eles ficam quietos, depois de ter garantido o que não podiam garantir. Crer em milagres eu creio, mas não os anuncio antes que minha igreja garanta sua autenticidade. Não tenho esse direito de me antecipar a gente mais sábia e santa do que eu que é chamada a verificar aqueles fatos. A meu ver, Maria, do mesmo jeito que usam o nome de Jesus em vão há muita gente usando a senhora.
Só no meu país fala-se em mais de 300 aparições da senhora falando português errado, e garantindo coisas que não se realizaram. Depois o vidente some e se cala, e aqueles fiéis correm como barata tonta para outras aparições noutro lugar, ansioso por verem a senhora. E é tão simples. Basta procurar Jesus que a senhora está por perto. Tenho dito aos meus irmãos evangélicos mais aguerridos, daqueles que diminuem a senhora: não tenham medo de amar Maria ela nunca afastou ninguém de Jesus. Também digo que quem está perto de Maria nunca está longe de Jesus. A senhora nunca ficou longe dele aqui na terra e certamente não está longe dele no céu. Minha fé em Jesus me leva a ser grato à primeira cristã, meu amor pela senhora me leva a procurar Jesus com mais ternura ainda. Sei o lugar dele e o da senhora no plano de Deus. Ele é Deus de Deus, luz da Luz, verbo eterno, consubstancial ao Pai, quem o conhece, conhece o pai porque ele e o Pai são um. A senhora não tem essa natureza. Não é deusa, não é luz da luz nem é verbo feminino eterno, não esteve desde todo sempre no Pai. Foi criada, é humana, está no céu salva pelo filho e glorificada por ele, mas nunca disse que é igual ou mais do que ele. Sabe o seu lugar ao pé do berço, com ele no colo, ao lado dele nas pregações, ao pé da cruz no martírio, ao lado dos apóstolos após a ida dele para o céu. Quando foi para o céu estar com eles alguns cristão acharam por bem reverenciar também a senhora em vista do papel da mãe e mulher na história humana. (...) Aí apareceram os títulos, os adjetivos e os louvores(...) Atribuem ao terço poderes que esta oração não tem, membro seja uma belíssima maneira de repetir louvores à mãe de tão maravilhosos filhos enquanto se medita a vida deste filho. É a valorização da primeira cristã que guarda estes mistérios no coração. É bonito e eu às vezes o rezo. Mas se tiver ume escolha prefiro ler a Bíblia ou catecismo da Igreja. Tenho certeza de que presto um tributo de louvor muito maior à senhora e de adoração muito maior a Jesus quando coloco a Bíblia e o catecismo de minha igreja acima dessas devoções.
Acho estranhos esses folhetos que dizem que a senhora manda rezar terços em homenagem a ela e raramente dizem que a senhora manda ler a Bíblia. ( QUE senhora É ESSA??) Fica parecendo que a senhora prefere que os fiéis louvem a senhora cinqüenta vezes ao invés de lerem cinqüenta passagens do livro santo que o filho da senhora também citou e conhecia muito bem. Pelo visto a senhora também os conhecia e se guiava por eles.
Tenho minhas dúvidas, Maria, sobre a devoção de certos colegas meus pela senhora que beira ao mágico e ao imediato. Aquele bom padre que, antes de começar uma conferência para casais colocou uma imagem que lembra a senhora em Fátima e disse que a santinha ali ao seu lado o ajudaria a dizer coisas mais profundas e orou olhando para a imagem dizendo: ó Senhora, com tua presença aqui ajuda-me a evangelizar teu povo, começou dizendo uma heresia e negando tudo o que pretendia.
Fez os presentes acreditarem que aquela imagem tinha algum poder.
(...)Tenho receio, Maria de ao dizer estas coisas tirar de muitas cabeças a fé na senhora, mas receio mais ainda ficar quieto quando vejo tanta gente usando o nome da senhora para controlar e atrair pessoas ao seu redor. Inventam milagre que não houve para que eles apareçam como videntes ou profetas de Maria. A Igreja sempre teve um pé atrás diante desses irmãos e irmãs. Quando era verdade a senhora mesma se encarregou de confirmar que não era engano.
LEIAM "GLÓRIAS DE MARIA" DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, E O TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À MARIA SANTÍSSIMA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT - VACINAS EFICAZES CONTRA TUDO ISSO!)




Fonte: Site oficial Pe. Zezinho, scj
São Pio de Pieltrecina

“Nossa Senhora, minha mãe, coberto de misérias, admiro em vós a vossa imaculada conceição e ardentemente desejo que, por esse mistério, purifique meu coração para que eu possa melhor amar a Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)


“Os cristãos que entram num baile deixam o seu Anjo da Guarda na porta, e é um demônio que o substitui; portanto, logo passa a haver na sala tantos demônios quantos dançarinos.” São João Maria Vianney
P.S. reclamem com ele, não comigo!

sábado, 18 de julho de 2009

Poucas palavras, grandes verdades.

“SE JESUS NÃO REINAR, PELOS BENEFÍCIOS INSEPARÁVEIS DA SUA PRESENÇA, ELE REINARÁ PELAS CALAMIDADES INSEPARÁVEIS DA SUA AUSÊNCIA”.

Cardel Pie, na celebração do sétimo centenário da morte de São Luiz (Luiz IX, Rei da França).


Declarações bombásticas de Dom
Hélder Câmara ao “L’Express”:


“Pessoalmente, minha maneira de interpretar o Evangelho me conduz à violência pacífica (sic). Isto quer dizer, que eu não me contento mais com mini-reformas, que eu exijo (sic) modificações profundas, entre nós, e também nos países desenvolvidos, porque tudo está ligado. Mas eu não tenho o direito de impor aos outros minha maneira de conceber a violência. Hoje eu faço claramente essa distinção”.

Interpelação do “L’Express”:
“O Papa Paulo VI não a faz. No seu discurso de Bogotá em agosto de 1968, ele recomendou a não-violência a todos”.
(O que não é exato: o Papa condenou a violência, mas não recomendou a “não violência”, que é coisa muito diferente da ausência de violência).

Retruca dom Helder: “Sim, mas não estais fazendo uma entrevista com o Papa, estais entrevistando dom Helder (sic). Quanto a mim, tenho a convicção profunda da violência pacífica... Eu respeito todos aqueles que, em consciência, escolheram a violência ativa: “Che” Guevara ou os jovens que fizeram a mesma opção entre nós... mas eu sofro por ela. Porque ela não é mesmo eficaz... Já não acredito ( na guerrilha urbana). Não digo isso para desanimar esses jovens que tentam alcançar a libertação do nosso povo. EU OS AMO E PERSIGO O MESMO FIM.

Revista Hora Presente, Ano III – Outubro/1970 – nº. 7



sexta-feira, 17 de julho de 2009


Uma Igreja falsa na contra-mão da Igreja de Roma. (12 de Setembro de 1820)


Vi construir uma igreja curiosa, falsa e perversa. Tinha no coro três divisões, cada uma de várias arquibancadas, umas mais altas do que as outras. Em baixo se estendia uma escura extensão cheia de trevas. Sobre a primeira destas divisões vi que arrastavam um assento, na segunda uma grande xícara cheia de água; sobre a mais alta tinha uma mesa. Não vi nenhum anjo presente na construção; mas estava a espécie mais ardente e curiosa de múltiplos espíritos imundos, destes que pesteiam os ares, que transportavam toda classe de objetos que depositavam debaixo daquele teto, e ali abaixo, certas pessoas envoltas numa espécie de mantas ou capas eclesiásticas, levavam todas essas coisas afora.
Nada vinha do alto naquela igreja; tudo provia da terra e da escuridão, e os espíritos imundos o traziam e preparavam tudo. Só a água parecia ter em si mesma força saudável e em certo modo santificante. Vi trazer depois para dentro dessa igreja uma grande quantidade de instrumentos. Muitas pessoas e também meninos levavam utensílios e instrumentos da mais variada espécie para fazer e produzir alguma coisa; mas tudo era escuro, pervertido, privado de vitalidade e não se via mais do que separação e divisão.
Perto desta vi outra igreja luminosa, plena de graças do alto; vi aos anjos subir e descer e vi ali vida e crescimento, ainda que também dissipação e negligência. Apesar de tudo era uma árvore cheia de seiva e de força vital em comparação da pseudo-igreja, que parecia um sarcófago de relíquias mortas e de figuras. Uma igreja era como uma ave que voa e se remonta nos ares; a outra como um barrilete feito de papel pelos meninos, cheio de nodos, de enfeites e de bocados de papel de cores na fila, que se arrasta sobre um campo árido talher de estopa, em vez de remontar-se aos ares.
Tenho visto que muitas das coisas reunidas naquela igreja estavam amontoadas na contra-mão da igreja vivente: assim vi dardos e flechas. Cada um se empenhava em levar aí dentro alguma coisa, como bengalas, varas, pompas de água, garrotes de toda classe, bonecos e espelhos. Ali tinha trombetas, chifres, foles e toda classe de objetos de toda classe e maneira. Sob a abóbada da sacristia se afanavam por fazer pão; mas não fermentou e ficou tudo abandonado. Vi àqueles homens com as mantas levar lenha adiante das arquibancadas sobre as quais estava o púlpito e acender fogo e soprar com os foles e com a boca e afanar-se muito; mas não saía de ali mais do que fumaça de uma escuridão horrível.
Então fizeram uma abertura por acima e colocaram um tubo; mas aquele fogo não quis prender e se fez tão denso de fumaça que terminou por sufocar. Outros sopravam nas trombetas e clarines e se esforçavam de tal modo que parecia lhes saíam aos olhos pelas órbitas; mas tudo ficou ali abandonado no solo e depois desapareceu sob terra; de maneira que tudo era morto e fictício e vã obra humana.

Retirado do site:http://www.cot.org.br/igreja/visao-de-anna-catharina-emmerich-sobre-a-igreja.php

Nossa Senhora do Carmo de Garabandal

Conchita, uma das videntes de Garabandal em extâse.

Mensagem do dia 18 de Junho de 1965


"Em virtude da minha mensagem de 18 de Outubro não ter sido obedecida nem realizada e conhecida pelo mundo, advirto-vos, pois, que esta é a última. De inicio, o calice estava a encher. Agora esta a transbordar. Muitos cardeais, muitos bispos e muitos padres estão no caminho da perdição com eles estao conduzindo muitas almas. Cada vez MENOS IMPORTÁNCIA É DADA À EUCARISTIA. Vós deveis afastar a ira de Deus para longe de vós com vosso esforço. Se Lhe pedir- lhes perdao com coraçã o sincero, Ele vos perdoará . Eu, a Vossa Mãe, pela intercess ã o de S. Miguel, peço que vos amendeis. Estais a receber o último aviso. Amo-vos muito e n ã o quero a vosssa condenação. Rezem com sinceredade e nós ouviremos as vossas preces. Deveis FAZER MAIS SACRIFICIOS. Lembrai-vos da Paixao de Jesus."

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mensagens de Nossa Senhora em Garabandal

Nossa Senhora do Carmo de Garabandal

A Igreja não se pronunciou oficialmente sobre as aparições de Nossa Senhora em Garabandal, norte da Espanha. Obviamente, não cabe a mim "achar" nada, mas tão somente me submeter ao parecer da Santa Sé. Entretanto, não há como negar o caráter sobremodo oportuno e atual das mensagens recebidas pelas quatro humildes pastorinhas: Maria Concepción González, Jacinta González González, Maria Dolores Mazon e Maria Cruz González. Há mais ou menos três anos, comprei um livro chamado "De Garabandal para o mundo" de Alice Gérin Isnard Tavora, escrito em 1971, destinado a propagar as supostas aparições da Santíssima Virgem na cidadela espanhola. Confesso que a princípio não me interessei muito, mas agora, lendo com mais calma, percebi que as mensagens são no mínimo intrigantes e valem a pena serem conhecidas.
Segue abaixo, alguns breves trechos destas mensagens:



Primeira Mensagem de Nossa Senhora em 18 de outubro de 1961:

"É preciso fazer muitos sacrifícios, muita penitência. Devemos fazer muitas visitas ao Santíssimo. Mas antes temos que ser muito bons. Se não o fizermos, um castigo nos atingirá. A taça está quase cheia. Se não mudarmos, o castigo será muito grande."

Desvarios do espírito sectário


Mulher de Kaká abrirá igreja evangélica em Madri
Caroline Celico fez a revelação em um vídeo divulgado no "Youtube"
QUEM Online


Kaká e Caroline no aniversário de um ano do filho, Luca
Caroline Celico, a mulher do jogador de futebol Kaká, abrirá uma igreja evangélica em Madri, cidade espanhola onde seu marido atua pelo time Real Madrid. “Como pode, no meio da crise econômica, alguém ter dinheiro? E o dinheiro foi cair onde? No Real Madrid para contratar o Kaká. Acima de financeiro, acima dos benefícios da mudança, vamos poder abrir uma igreja lá. Há vidas que precisam ouvir este testemunho”, diz ela em um vídeo divulgado no “Youtube”. De acordo com informações publicadas no site, a gravação foi feita no dia 21 de junho, na Flórida, nos Estados Unidos. No vídeo, ela também comenta sobre o fato de ter esperado até depois do casamento para ter relações sexuais com o atleta. “Quando eu conheci o Kaká eu não era convertida e acabei me apaixonando pela igreja Renascer. Fiz uma aliança com o Senhor e ele tinha colocado no meu espírito casar virgem. Um dia acabei falando para o Kaká e eu pensei: ‘quando falar para ele, ele vai me largar’. Quando contei que queria casar virgem, ele ficou emocionado e falou: ‘Esse é o sinal que eu tinha pedido para o Senhor. Se você fosse a pessoa certa ia querer fazer essa aliança.’” Estão no "YouTube" dois vídeos com a pregação de Caroline. Cada um com cerca de 8 minutos de duração. Logo na abertura, a mulher do craque brasileiro é apresentada pela bispa Sonia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer. Com o filho do casal no colo - Luca, de 1 ano -, ela abre sua pregação falando do trabalho religioso de Caroline: "Enquanto papai marca gol, a gente pisa na cabeça do diabo", diz. A“Pastora Carol”, segundo a bispa, "administra a escola de profetas" e agora tem uma nova missão: "abrir uma igreja na Espanha.”
Em entrevista recente a QUEM, Kaká falou sobre seu desejo de se tornar pastor depois de se aposentar do futebol. "Quem sabe, um dia eu possa fazer isso através de um altar e uma igreja, pois eu gosto muito de estudar a Bíblia e conhecer sempre mais do poder Dele. Um dia, se Deus quiser, serei também pastor."

O Esplendor do Rito Tridentino




Santa Missa Tridentina celebrada na Igreja do Outeiro da Glória em 11/07/2009.





Foto extraída do excelente blog: http://fratresinunum.com/



“Flos Carmeli, Vitis florigera, Splendor Coeli, Virgo puerpera, Singularis; Mater mitis, sede viri nescia. Carmelitis da privilegia, Stella maris!

(Flor do Carmelo, vide florífera, Esplendor do Céu, Virgem incomparável, Singular! Ó Mãe amável e sempre virgem, dai aos Carmelitas os privilégios de vossa proteção, Estrela do Mar!).


Viva Nossa Senhora do Carmo!

Visão de Santa Faustina

Santa Faustina

Quando cheguei para a adoração, logo me envolveu o recolhimento interior, e vi Nosso Senhor amarrado ao tronco e logo sobreveio a flagelação. Vi quatro homens que se revezavam a açoitar o Senhor com azorragues. O meu coração parava só de olhar para esses suplícios; então, o Senhor me disse estas palavras: "Sofro uma dor ainda maior do que a que estás vendo."
E Jesus deu-me a conhecer por quais pecados submeteu-se à flagelação: foram os pecados da impureza. Oh! por que terríveis sofrimentos morais passou Jesus quando se submeteu à flagelação! Então, Jesus me disse: "Olha e repara bem o gênero humano na presente condição."
E imediatamente, vi coisas horríveis: afastaram-se os algozes de Nosso Senhor e vieram flagelá-Lo outras pessoas que seguravam nas suas mãos os chicotes e castigaram sem piedade o Senhor. Eram sacerdotes, religiosos e religiosas e os mais altos dignitários da Igreja, o que muito me admirou. Havia leigos de diversas idades e classes; todos descarregavam sua maldade sobre o inocente Jesus. Ao ver isto, meu coração entrou numa espécie de agonia. E, quando o flagelavam os carrascos, Jesus se calava e olhava para o longe, mas quando o flagelavam essas almas que mencionei acima, Jesus cerrava os olhos e um gemido surdo, mas terrivelmente doloroso, escapava-Lhe do Coração. E o Senhor deu-me a conhecer, detalhadamente, a gravidade da maldade dessas almas ingratas: "Estás vendo, este é o sofrimento maior que a Minha Morte."
Então, calaram-se também os meus lábios e comecei a sentir em mim a agonia e senti que ninguém me consolaria nem arrancaria desse estado a não ser Aquele que me introduziu nele. Então, o Senhor me disse: "Estou vendo a dor sincera do teu coração, que trouxe enorme alívio ao Meu Coração. Olha e consola-te."
(Diário no. 445)

quarta-feira, 15 de julho de 2009


"Gloria tibi sit, haeresum et daemonum interemptrix: sis pia nostra gubernatrix"


"Glória a vós que esmagastes as heresias e o demônio: sede nossa bondosa guia"


São Luís Maria Griginion de Montfort in Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, X Edição, Rio de Janeiro. Vozes, 1979.

Visões de Anna Catharina Emmerick


(...) A multidão dos exércitos que lutavam contra Nosso Senhor, era o número imenso daqueles que maltrataram de muitíssimos modos a Jesus Cristo, seu Redentor, real e substancialmente presente no Santíssimo Sacramento, com divindade e humanidade, com corpo e alma, com carne e sangue, debaixo das espécies de pão e vinho. Avistei entre esses inimigos de Jesus todas as espécies de profanadores do SS. Sacramento (...) Vi com horror todos esses ultrajes, desde o descuido, irreverência, abandono, até o desprezo, abuso e sacrilégios os mais horrorosos, o culto dos ídolos deste mundo, orgulho e falsa ciência e por outro lado, heresia e descrença, fanatismo, ódio e sangrenta perseguição. (...) Vi clérigos irreverentes, de todos os séculos, sacerdotes levianos, em pecado, sacrílegos celebrando o santo Sacrifício e distribuindo a sagrada Eucaristia; vi multidões de comungantes tíbios e indignos. (...) Vi muitas pessoas, seduzidas por mau exemplo e ensino pérfido, perderem a fé na presença real de Jesus na Eucaristia e deixarem de adorar nela humildemente seu Salvador. (...) Vi um grupo numeroso destes heresiarcas negar a presença de Jesus Cristo neste mistério do SS. Sacramento, negar também ter ele entregue este mistério à Igreja (...).

Extraído do livro: O Rosário e a Via-Sacra nas visões de Ana Catarina Emmerich, Introdução e Organização de Graça Pierotti. Edições Louva-a-Deus, 3ª Edição; págs.: 62,63.





“Descuido, irreverência, abandono, desprezo, abuso e sacrilégio”: Seis palavras que resumem bem nossa triste situação. Apesar de toda a polêmica que envolve a Beata Ana Catarina Emmerich, não há como negar a atualidade de suas visões. Cabe a nós, portanto, minorar o sofrimento de Nosso Senhor, através de uma postura digna e piedosa ante seu Sacratíssimo Mistério de Amor que é sua presença VIVA E REAL em nossos tabernáculos.