terça-feira, 29 de setembro de 2009

Hoje, dia dos Santos Arcanjos

SÃO GABRIEL

SÃO MIGUEL




SÃO RAFAEL



Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai, Criador dos Anjos, tende piedade de nós.
Deus Filho, Senhor dos Anjos, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, vida dos Anjos, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, alegria de todos os Anjos, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.Rainha dos Anjos, rogai por nós.
Todos os Coros dos Espíritos Celestes, rogai por nós.
Santos Serafins, Anjos do Amor, rogai por nós.
Santos Querubins, Anjos do Verbo, rogai por nós.
Santos Tronos, Anjos da Vida, rogai por nós.
Santos Anjos da Adoração, rogai por nós.
Santas Dominações, rogai por nós.
Santas Virtudes, rogai por nós.
Santas Potestades, rogai por nós.
Santos Principados, rogai por nós.
Santos Arcanjos, rogai por nós.
Santos Anjos, rogai por nós.
São Miguel Arcanjo, rogai por nós.
Vencedor de Lúcifer, rogai por nós.
Anjo da fé e da humildade, rogai por nós.
Anjo da Unção dos Enfermos, rogai por nós.
Anjo dos moribundos, rogai por nós.
Príncipe dos exércitos celestes, rogai por nós.
Companheiro das almas do Purgatório, rogai por nós.
São Gabriel Arcanjo, rogai por nós.
Anjo da Encarnação, rogai por nós.
Mensageiro fiel de Deus, rogai por nós.
Anjo da esperança e da paz, rogai por nós.
Protector de todos os servos e servas de Deus, rogai por nós.
Guarda do Santo Baptismo, rogai por nós.
Patrono dos sacerdotes, rogai por nós.
São Rafael Arcanjo, rogai por nós.
Anjo do Divino Amor, rogai por nós.
Dominador do Espírito, rogai por nós.
Anjo da cura e do alívio na dor, rogai por nós.
Auxiliador nos casos de necessidade, rogai por nós.
Patrono dos médicos, viajantes e peregrinos, rogai por nós.
Todos os Santos Arcanjos, rogai por nós.
Anjos do serviço perante o trono de Deus, rogai por nós.
Anjos do serviço prestado à humanidade, rogai por nós.
Santos Anjos de Guarda, rogai por nós.
Auxiliadores em nossas necessidades, rogai por nós.
Luz em nossas trevas, rogai por nós.
Amparo em todos os perigos, rogai por nós.
Admoestadores de nossas consciências, rogai por nós.
Intercessores perante o trono de Deus, rogai por nós.
Defensores contra o inimigo, rogai por nós.
Nossos guias seguros, rogai por nós.
Nossos mais fiéis amigos, rogai por nós.
Nossos prudentes conselheiros, rogai por nós.
Nossos modelos de obediência, rogai por nós.
Consolação no abandono, rogai por nós.
Espelho de humildade e pureza, rogai por nós.
Anjos das nossas famílias, rogai por nós.
Anjos dos nossos sacerdotes e curas de almas, rogai por nós.
Anjos das nossas crianças, rogai por nós.
Anjos da nossa terra e da nossa pátria, rogai por nós.
Anjos da Santa Igreja, rogai por nós.
Todos os Santos Anjos, rogai por nós.

Oremos:Concedei-nos, Senhor, o auxílio dos Vossos Anjos e Exércitos Celestes, a fim de que, por eles, sejamos preservados dos ataques de Satanás, e, pelo Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, Rainha dos Anjos, libertos de todos os perigos, possamos servir-Vos em paz para sempre. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.Ámen.





“A leviandade num sacerdote é coisa perigosa, um inferno...” (Santa Teresa de Jesus, Caminho de perfeição, Capítulo 4, 15).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

HOJE, DIA DE SÃO PIO DE PIELTRECINA

“A beneficência, venha de onde vier, é sempre filha da mesma mãe: a providência.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“O fim desta vida será o início da eternidade.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Deus fala a quem tem um coração humilde diante dEle, e o enriquece com Seus dons.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Sofro muito porque não posso conduzir todos os meus irmãos a Deus!” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Jesus nos diz que no Céu há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove almas justas que perseveram. Essa afirmação do Redentor é verdadeiramente confortadora para tantas almas desafortunadas que, tendo pecado e se arrependido, querem retornar a Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Muitas vezes o Senhor não nos escuta para não nos tornar mais ingratos.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Quando cair, humilhe-se, proponha-se de novo a submeter-se à vontade de Deus e depois levante-se e siga adiante.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“A profissão de fé mais bela é a que, como um raio, dissipa as trevas da sua alma.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Se Deus permite que você vacile em alguma fraqueza, não é porque te abandonou; ao contrário, Ele está lhe fortalecendo na humildade e na vigilância.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Virgem Maria, purifique minha mente para elevar-me a Deus e contemplá-Lo, adorá-Lo e servi-Lo em espírito e verdade.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Nossa Senhora, minha mãe, coberto de misérias, admiro em vós a vossa imaculada conceição e ardentemente desejo que, por esse mistério, purifique meu coração para que eu possa melhor amar a Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Tema o julgamento de Deus, não o dos homens.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Deus nos ama; prova disso é que tolera nossas ofensas com indulgência.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Se Deus permite que você sofra durante toda a sua vida, fique calmo e seja paciente. Teu amor a Deus será então totalmente gratuito – e isso é próprio dos santos!” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Do que você tem medo? Se Deus ficou na escuridão do Monte Sinai, com relâmpagos e trovões, não deveríamos ficar felizes em saber que estamos perto dEle?” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Fique em silêncio quando puder, pois quando estamos sozinhos Deus fala livremente com nossa alma, e a alma fica mais disposta a ouvir a voz de Deus.” (Padre Pio de Pietrelcina)

“Ainda que o mundo vire às avessas, que tudo fique em trevas, fumaça ou tumulto, Deus estará sempre conosco.” (Padre Pio de Pietrelcina)

fonte:http://saopio.wordpress.com/2007/11/29/frases-do-santo-padre-pio-mes-de-novembro/

Uma frase perfeita

“É indubitável que, neste século de indiferença e de dúvida já não se compreende, nem o amor apaixonado à verdade, nem o ódio vigoroso à mentira. Já não se distingue a veemência inspirada por uma ardente caridade, da cólera culpável, fruto do egoísmo.” (Pe. Enrique Ramière, Revista Cristiandad, 1945, p. 11)

fonte: http://www.advhaereses.blogspot.com.br/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Belíssimo e Atualíssimo


A intolerância católica*

(sermão pregado na Catedral de Chartres em 1841)


Cardeal Pie


Meus irmãos(...),
Nosso século clama: "tolerância, tolerância". Tem-se como certo que um padre deve ser tolerante, que a religião deve ser tolerante. Meus irmãos, não há nada que valha mais que a franqueza e eu aqui estou para vos dizer, sem disfarce, que no mundo inteiro só existe uma sociedade que possui a verdade e que esta sociedade deve ser necessariamente intolerante. Mas antes de entrar no mérito, destinguimos as coisas, convenhamos sobe o sentido das palavras para bem nos entendermos. Assim não nos confundiremos.
A tolerância pode ser civil ou teológica. A primeira não nos diz respeito e não falarei senão uma pequena palavra sobre ela: se a lei tolerante quer dizer que a sociedade permite todas as religiões porque a seus olhos, elas são todas igualmente boas ou porque as autoridades se consideram incompetentes para tomar partido neste assunto, tal lei é ímpia e atéia. Ela exprime não a tolerância civil como a seguir indicaremos, mas a tolerância dogmática que, por uma neutralidade criminosa, justifica nos indivíduos a mais absoluta indiferença religiosa. Ao contrário, se, reconhecendo que uma só religião é boa, a lei suporta e permite que as demais possam se exercer por amor à tranqüilidade pública, esta lei poderá ser sábia e necessária se assim o pedirem as circunstâncias como outros observaram antes de mim (...).
Deixo porém este campo cheio de dificuldades e volto-me para a questão propriamente religiosa e teológica em que exponho estes dois princípios: primeiro, a religião que vem do céu é verdade e ela é intolerante com relação às doutrinas errôneas; segundo, a religião que vem do céu é caridade e ela é cheia de tolerância quanto às pessoas.
Roguemos à Nossa Senhora vir em nossa ajuda e invocar para nós o Espírito de verdade e de caridade: Spiritum veritatis et pacis. Ave Maria.
Faz parte da essência de toda verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A afirmação de uma coisa exclui a negação dessa mesma coisa, assim como a luz exclui as trevas. Onde nada é certo, onde nada é definido, pode-se partilhar os sentimentos, podem variar as opiniões. Compreendo e peço a liberdade de opinião nas coisas duvidosas: in dubiis, libertas. Mas logo que a verdade se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária e por conseqüência ela é una e intolerante: in necessariis, unitas. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se ela duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se ela admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa é preciso defendê-la sob pena de ser despojado dela bem cedo.
Assim, meus irmãos, pela própria necessidade das coisas, a intolerância está em toda parte porque em toda parte existe o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, a ordem e a desordem. Que há de mais intolerante do que esta proposição: 2 e 2 fazem 4? Se vierdes me dizer que 2 e 2 fazem 3 ou fazem 5, eu vos respondo que 2 e 2 fazem 4...
Nada é tão exclusivo quanto a unidade. Ora, ouvi a palavra de São Paulo: "unus Dominus, una fides, unum baptisma". Há, no céu, um só Senhor: unus Dominus. Esse Deus, cuja unidade é seu grande atributo, deu à terra um só símbolo, uma só doutrina, uma só fé: una fides. E esta fé, esta doutrina, Ele confiou-as a uma só sociedade visível, uma só Igreja cujos filhos são, todos, marcados com o mesmo selo e regenerados pela mesma graça: unum baptisma. Assim, a unidade divina que esplende por todos os séculos na glória de Deus, produziu-se sobre a terra pela unidade do dogma evangélico cujo depósito foi confiado por Nosso Senhor Jesus Cristo à unidade hierárquica do sacerdócio: um Deus, uma fé, uma Igreja: unus Dominus, una fides, unum baptisma.
Um pastor inglês teve a coragem de escrever um livro sobre a tolerância de Jesus Cristo e o filósofo de Genebra [Rousseau] disse, falando do Salvador dos homens: "Não vejo que meu divino Mestre tenha formulado sutilezas sobre o dogma". Bem verdadeiro, meus irmãos. Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma, mas trouxe aos homens a verdade e disse: se alguém não for batizado na água e no Espírito Santo; se alguém, recusa-se a comer a minha carne e a beber o meu sangre, não terá parte em meu reino. Confesso que nisso não há sutilezas, há intolerância, há exclusão, a mais positiva, a mais franca. E mais, Jesus Cristo enviou seus Apóstolos para pregar a todas as nações, isto é, derrubar todas as religiões existentes para estabelecer em toda a terra a única religião cristã e substituir todas as crenças dos diferentes povos pela unidade do dogma católico. E prevendo os movimentos e as divisões que esta doutrina vai incitar sobre a terra, Ele não se deteve e declarou que tinha vindo para trazer não a paz mas a espada e acender a guerra não somente entre os povos, mas no seio de uma mesma família e separar, pelo menos quanto às convicções, a esposa fiel do esposo incrédulo, o genro cristão do sogro idólatra. A afirmação é verdadeira e o filósofo tem razão: Jesus Cristo não formulou sutilezas sobre o dogma (...).
Falam da tolerância dos primeiros séculos, da tolerância dos Apóstolos. Mas isso não é assim, meus irmãos. Ao contrário, o estabelecimento da religião cristã foi, por excelência, uma obra de intolerância religiosa. No momento da pregação dos apóstolos, quase todo o universo praticava essa tolerância dogmática tão louvada. Como todas as religiões eram igualmente falsas e igualmente desarrazoadas, elas não se guerreavam; como todos os deuses valiam a mesma coisa uns para os outros, eram todos demônios, não eramexclusivos, eles se toleravam uns aos outros: Satã não está dividido contra si mesmo. O Império Romano, multiplicando suas conquistas, multiplicava seus deuses e o estudo de sua mitologia se complica na mesma proporção que o da sua geografia. O triunfador que subia ao capitólio, fazia marchar diante dele os deuses conquistados com mais orgulho ainda do que arrastava atrás de si os reis vencidos. A mais das vezes, em virtude de um Senatus-Consulto, os ídolos dos bárbaros se confundiam desde então com o domínio da pátria e o olímpio nacional crescia como o Império.
Quando aparece o cristianismo (prestem atenção a isso, meus irmãos, são dados históricos de algum valor com relação ao assunto presente), o cristianismo quando apareceu pela primeira vez, não foi logo repelido subitamente. O paganismo perguntou-se se, ao invés de combater a nova religião, não devia dar-lhe acesso ao seu solo. A Judéia tinha se tornado uma província romana. Roma, acostumada a receber e conciliar todas as religiões, recebeu a princípio, sem maiores dificuldades, o culto saído da Judéia. Um imperador colocou Jesus Cristo assim como Abraão entre as divindades de seu oratório, como viu-se mais tarde um outro César propor prestar-lhe homenagens solenes. Mas a palavra do profeta não tardou a se verificar: as multidões de ídolos que viam, de ordinário sem ciúmes, deuses novos e estrangeiros serem colocados ao lado deles, com a chegada do deus dos cristãos, lançam um grito de terror, e, sacudindo sua tranqüila poeira, abalam-se sobre seus altares ameaçados: ecce Dominus ascendit, et commovebuntur simulacra a facie ejus. Roma estava atenta a esse espetáculo. E logo, quando se percebeu que esse Deus novo era irreconciliável inimigo dos outros deuses; quando viu-se que os cristãos, dos quais se havia admitido o culto, não queriam admitir o culto da nação; em uma palavra, quando constatou-se o espírito intolerante da fé cristã, é aí então que começou a perseguição.
Ouvi como os historiadores do tempo justificam as torturas dos cristãos. Eles não falam mal de sua religião, de seu Deus, de seu Cristo, de suas práticas; só mais tarde é que inventaram calúnias. Eles os censuram somente por não poderem suportar outra religião que não seja a deles. "Eu não tinha dúvidas, diz Plínio o jovem, apesar de seu dogma, que não era preciso punir sua teimosia e sua obstinação inflexível": pervicaciam et inflexibilem obstinationem. "Não são criminosos, diz Tácito, mas são intolerantes, misantropos, inimigos do gênero humano. Há neles uma fé teimosa em seus princípios, e uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos": apud ipsos fides obstinata, sed adversus omnes alios hostile odium. Os pagãos diziam geralmente dos cristãos o que Celso disse dos judeus, com os quais foram muito tempo confundidos, porque a doutrina cristã tinha nascido na Judéia. "Que esses homens adiram inviolavelmente às suas leis, dizia este sofista, nisto não os censuro; eu só censuro aqueles que abandonam a religião de seus pais para abraçar uma diferente! Mas se os judeus ou os cristãos querem só dar ares de uma sabedoria mais sublime que aquela do resto do mundo, eu diria que não se deve crer que eles sejam mais agradáveis a Deus que os outros".
Assim, meus irmãos, o principal agravo contra os cristãos era a rigidez absoluta do seu símbolo, e, como se dizia, o humor insociável de sua teologia. Se só se tratasse de um Deus a mais, não teria havido reclamações; mas era um Deus incompatível, que expulsava todos os outros: eis porque a perseguição. Assim, o estabelecimento da Igreja foi uma obra de intolerância dogmática. Toda a história da Igreja não é outra que a história dessa intolerância. O que são os mártires? Intolerantes em matéria de fé, que preferem os suplícios a professarem o erro. O que são os símbolos? São fórmulas de intolerância, que determinam o que é preciso crer e que impõem à razão os mistérios necessários. O que é o Papado? Uma instituição de intolerância doutrinal, que pela unidade hierárquica mantém a unidade de fé.Porque os concílios? Para freiar os desvios de pensamentos, condenar as falsas interpretações do dogma; anatematizar as proposições contrárias à fé.
Nós somos então intolerantes, exclusivos em matéria de doutrina; nós disto fazemos profissão; nós nos orgulhamos da nossa intolerância. Se não o fôssemos, não estaríamos com a verdade, pois que a verdade é uma, e conseqüentemente intolerante. Filha do céu, a religião cristã, descendo sobre a terra, apresentou os títulos de sua origem; ela ofereceu ao exame da razão fatos incontestáveis, e que provam irrefutavelmente sua divindade. Ora, se ela vem de Deus, se Jesus Cristo, seu autor, pode dizer: Eu sou a verdade: Ego sum veritas, é necessário por uma conseqüência inevitável, que a Igreja Cristã conserve incorruptivelmente esta verdade tal qual a recebeu do céu; é necessário que ela repila, que ela exclua tudo o que é contrário a esta verdade, tudo o que possa destruí-la. Recriminar à Igreja Católica sua intolerância dogmática, sua afirmação absoluta em matéria de doutrina é dirigir-lhe uma recriminação muito honrável. É recriminar à sentinela ser muito fiel e muito vigilante, é recriminar à esposa ser muito delicada e exclusiva.
Nós ficamos muitas vezes confusos do que ouvimos dizer sobre todas estas questões até por pessoas de senso. A lógica lhes falta, desde que se trate de religião. É a paixão, é o preconceito que os cega? É um e outro. No fundo, as paixões sabem bem o que elas querem quando procuram abalar os fundamentos da fé, pondo a religião entre as coisas sem consistência. Elas não ignoram que, demolindo o dogma, elas preparam para si uma moral fácil. Diz-se com uma justeza perfeita: é antes o decálogo que o símbolo que as faz incrédulas. Se todas as religiões podem ser postas num mesmo nível, é que elas se equivalem todas; se todas são verdadeiras é porque todas são falsas; se todos os deuses se toleram, é porque não há Deus. E se se pode aí chegar, não sobra mais nenhuma moral incômoda. Quantas consciências estariam tranqüilas, no dia em que a Igreja Católica desse o beijo fraternal a todas as seitas suas rivais!
Jean-Jacques [Rousseau] foi entre nós o apologista e o propagador desse sistema de tolerância religiosa. A invenção não lhe pertence, se bem que ele tenha ido mais longe que o paganismo, que nunca chegou a levar a indiferença a tal ponto. Eis, com um curto comentário, o ponto principal do catecismo genebrino, tornado infelizmente popular: todas as religiões são boas. Isto é, de outra forma, todas as religiões são ruins (...).
A filosofia do século XIX se espalha por mil canais sobre toda a superfície da França. Esta filosofia é chamada eclética, sincrética e, com uma pequena modificação, é também chamada progressiva. Esse belo sistema consiste em dizer que não existe nada falso; que todas as opiniões e todas as religiões podem se conciliadas; que o erro não é possível ao homem, a menos que ele se despoje da humanidade; que todo o erro dos homens consiste em crer possuírem exclusivamente toda a verdade, quando cada um deles só tem um elo e que, da reunião de todos esses elos, deve-se formar a corrente inteira da verdade. Assim, segundo essa inacreditável teoria, não há religiões falsas, mas elas são todas incompletas umas sem as outras. A verdadeira seria a religião do ecletismo sincrético e progressivo, a qual ajuntaria todas as outras, passadas, presentes e futuras: todas as outras, isto é, a religião natural que reconhece um Deus; o ateísmo que não conhece nenhum; o panteísmo que o reconhece em tudo e por tudo; o espiritualismo que crê na alma, e o materialismo que só crê na carne, no sangue e nos humores; as sociedades evangélicas que admitem uma revelação, e o deísmo racionalista que a rejeita; o cristianismo que crê no messias que veio e o judaísmo que o espera ainda; o catolicismo que obedece ao Papa, o protestantismo que olha o Papa como o anti-Cristo. Tudo isto é conciliável. São diferentes aspectos da verdade. Da união desses cultos resultará um culto mais largo, mais vasto, o grande culto verdadeiramente católico, isto é, universal, pois que abrigará todas as outras no seu seio.
Esta doutrina que qualificais de absurda, não é de minha invenção; ela enche milhares de volumes e de publicações recentes; e, sem que seu fundo jamais varie, ela toma todos os dias novas formas sob a caneta e sobre os lábios dos homens entre as mãos dos quais repousam os destinos da França. -- A que ponto de loucura nós então chegamos? -- Nós chegamos ao ponto onde deve logicamente chegar todo aquele que não admite o princípio incontestável que estabelecemos, a saber: que a verdade é uma, e por conseqüência intolerante, exclusiva de toda doutrina que não é a sua. E, para juntar em poucas palavras toda a substância deste meu discurso, eu lhes direi: procurais a verdade sobre a terra? Procurai a Igreja intolerante. Todos os erros podem se fazer concessões mútuas; eles são parentes próximos, pois que tem um pai comum: vos ex patre diabolo estis. A verdade, filha do céu, é a única que não capitula.
Vós, pois, que quereis julgar esta grande causa, tomai para isto a sabedoria de Salomão. Entre essas diferentes sociedades para as quais a verdade é um objeto de litígio, como era aquela criança entre as duas mães, quereis saber a quem adjudicá-la. Pedi que vos dêem uma espada, fingi cortar, e examinai as caras que farão os pretendentes. Haverá vários que se resignarão, que se contentarão da parte que vão ter. Dizei logo: essas não são as mães! Há uma cara, ao contrário, que se recusará a toda composição, que dirá: a verdade me pertence e eu devo conservá-la inteira, eu jamais tolerarei que ela seja diminuída, partida. Dizei: esta aqui é a verdadeira mãe!
Sim, Santa Igreja Católica, vós tendes a verdade, porque vós tendes a unidade, e porque vós sois intolerante, não deixais decompor esta unidade.



Para citar este texto:
Cardeal Pie - "A intolerância católica* (sermão pregado na Catedral de Chartres em 1841)" MONTFORT Associação Culturalhttp://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=intolerancia&lang=bra Online, 22/09/2009 às 16:58h

MAIS UMA DA "NOVA IGREJA"

(Escandaloso)
Trechos da entrevista com o padre italiano Lino Bottin.

“Fizemos um curso preparatório onde aprendíamos que nós não vínhamos para salvar os brasileiros,( isso qualquer um pode perceber...) mas para caminharmos junto com eles, para compartilharmos a mensagem de Cristo, sem impor, mas propor.”

“Imagine, nós três de batina na Baixada Fluminense! Tivemos que mudar para estarmos mais próximos do povo.” (e mais distantes de Deus!)

“As vocações antes do CVII eram sinceras, mas voltadas para um modelo de padre distante do povo, onde o sacerdote era uma pessoa sagrada,( para este comunista, o padre é só mais um, igual á todos, sem caráter sacerdotal) superior ao restante da comunidade. Pelo espírito do Concílio, (espírito do Concílio ou o espírito do Anticristo??)compreendeu-se que o padre provinha do povo de Deus para servir ao povo de Deus.”

“ (...) muitos deles descobriram que o sacerdócio tradicional não era o único meio para servir o povo e ajudá-lo a se libertar da miséria e da escravidão.”

“Para viver tem que haver utopia. A melhor utopia que tenho crido é a de Jesus Cristo, que não se vendeu aos poderes políticos, econômicos e religiosos de seu tempo e nos mostrou a ternura do Pai. As comunidades e os vocacionados devem ser movidos por utopias.” ( herético e absurdo!) leiam:http://advhaereses.blogspot.com/2009/09/deus-nao-deu-igreja-uma-missao-utopica.html

Sem a opção pelos pobres não há salvação. ( mudaram o Credo! rezemos: "Crewio na opção pelos pobres...ora, faça-me o favor!!)Inspira-me muito o engajamento de pessoas como Leonardo Boff, que é meu amigo, Jon Sobriño, Gutierrez e outros grandes teólogos latino-americanos.( olha só a gang que este padre admira!) A Igreja tem futuro quando se despe da roupagem de poder acumulada ao longo dos séculos.”

Jornal Pilar, (Diocese de Duque de Caixas - Baixada Fluminese - Antro da "TL")
nº229 – setembro de 2009
P.S. Os grifos e comentários são meus!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


TRECHOS QUE MOSTRAM O APOIO DE CUBA, CHINA E URSS ÀS GUERRILHAS COMUNISTAS
E AS INTENÇÕES MALÉVOLAS DE JANGO




AS ILUSÕES ARMADAS
A Ditadura Envergonhada
ELIO GASPARI
A Ditadura envergonhada / Elio Gaspari. — São Paulo: Companhia das Letras,
2002.

DOIS GOLPES EM MARCHA


“Havia dois golpes em marcha. O de Jango viria amparado no “dispositivo militar” e nas bases sindicais, que cairiam sobre o Congresso, obrigando-o a aprovar um pacote de reformas e a mudança das regras do jogo da sucessão presidencial.26 Na segunda semana de março, depois de uma rodada de reuniões no Rio de Janeiro, o governador Miguel Arraes, de Pernambuco, tomou o avião para o Recife avisando a um amigo que o levara ao aeroporto: “Volto certo de que um golpe virá. De lá ou de cá, ainda não sei”.27
O ex-governador gaúcho Leonel Brizola achava que viria de cá, do presidente, seu cunhado.28”

“Se o golpe de Jango se destinava a mantê-lo no poder, o outro destinava-se a pô-lo para fora. A árvore do regime estava caindo, tratava-se de empurrá-la para a direita ou para a esquerda.”

COMUNISTAS NAS FORÇAS ARMADAS – O DISPOSITIVO MILITAR
“A base militar do PCB, conhecida apenas pela sua cúpula, denominava-se Setor Mil. Só Prestes e dois membros da comissão executiva sabiam os nomes de seus oficiais, divididos em compartimentos estanques. Numa estimativa prudente, os oficiais da ativa que militavam no partido e, em tese, poderiam ser mobilizados por sua direção, estariam em torno de cem. Os oficiais superiores eram mais de vinte mas não passavam de trinta. Alguns deles tinham identidade ideológica com o partido, seguiam a sua linha política, mas não se reuniam formalmente como militantes comunistas. A principal influência (desarmada) do PCB estava no Conselho de Segurança Nacional, onde o coronel Paulo Eugenio Pinto Guedes chefiava o gabinete de sua secretaria geral. Também gravitava em torno do PCB, no Rio, o coronel Joaquim Ignacio Cardoso.34 Como ele, o ajudante-deordens do general Assis Brasil, capitão Eduardo Chuahy. Na FAB podem ter sido vinte, entre os quais dois brigadeiros e três coronéis. Com quatro estrelas, o brigadeiro Francisco Teixeira comandava a poderosa III Zona Aérea, sediada no Rio. Uma das bases da FAB, a “Olavo Bilac”, era composta por cinco oficiais que usavam como codinomes a identidade completa do poeta: Olavo, Brás, Martins, Guimarães e Bilac.35”

O APOIO DE CUBA, CHINA E URSS

“Fidel sonhava com uma revolução continental que transformasse os Andes numa Sierra Maestra. Pensava assim porque esse era seu desejo, mas também sua conveniência. Hostilizado pelo governo americano, temia ser derrubado por uma invasão da ilha e acreditava que “os Estados Unidos não poderão nos atacar se o resto da América Latina estiver em chamas”.11

“A guerrilha brasileira entrara nos seus planos antes mesmo da derrubada de Goulart. Em 1961, manobrando pelo flanco esquerdo do PCB, Fidel hospedara em Havana o deputado Francisco Julião. Antes desse encontro, com olhar e cabeleira de profeta desarmado, Julião propunha uma reforma agrária convencional. Na volta de Cuba, defendia uma alternativa socialista, carregava o slogan “Reforma agrária na lei ou na marra” e acreditava que a guerrilha era o caminho para se chegar a ela. Julião e Prestes estiveram simultaneamente em Havana em 1963. Foram recebidos em separado por Castro. Um já remetera doze militantes para um breve curso de capacitação militar e estava pronto para fazer a revolução.12 Durante uma viagem a Moscou, teria pedido mil submetralhadoras aos russos.13 O outro acabava de voltar da União Soviética. Segundo um telegrama da embaixada do Brasil em Havana, afirmara “aos líderes cubanos que seria ‘criminoso’, repito, ‘criminoso’, tentar esse caminho”.14 O governo cubano enviou ao Rio de Janeiro como ministro conselheiro da sua embaixada um veterano combatente da rede de guerrilha urbana, o jornalista Miguel Brugueras. No início de 1962, uma nova organização esquerdista recebera a bênção cubana. O Movimento Revolucionário Tiradentes planejava a montagem de um “dispositivo” militar espalhado por oito áreas de treinamento compradas em sete estados.15 Tratava-se de uma guerrilha mambembe (juntava menos de cinqüenta homens), na qual o chefe da operação militar era acusado de ter gasto uma pequena fortuna para desembaraçar a bagagem da sogra tcheca no aeroporto do Rio de Janeiro, enquanto guerrilheiros passavam fome em Goiás, alimentando-se de farinha e toucinho.”



“O projeto insurrecional caiu nas mãos dos serviços de segurança americanos em novembro de 1962, quando o avião da Varig em que viajava um correio oficial cubano se espatifou nas cercanias de Lima. Na mala diplomática que ele conduzia estavam três documentos remetidos por Gerardo (possivelmente Brugueras) a Petrônio em Havana. Eram uma carta comovente de um guerrilheiro abandonado à própria sorte, uma análise militar da inutilidade estratégica das fazendas compradas no mato e, finalmente, uma exposição feita por dois militantes que denunciaram à embaixada a desordem militar do MRT. A denúncia sustentava que a operação “não só está pondo em perigo a Revolução no Brasil, como também, além de estar gastando dinheiro cubano a mãos-cheias, está-se colocando Cuba, diante dos revolucionários do Brasil, de maneira irresponsável e mentirosa”.16 Quando esse diagnóstico foi tornado público, uma base de treinamento goiana já havia sido varejada por tropas de pára-quedistas e fuzileiros navais. O próprio chefe do esquema guerrilheiro das Ligas Camponesas fora preso no Rio de Janeiro.17 Enquanto Fidel trabalhava pela borda, o radicalismo chinês do Grande Timoneiro Mao Zedong ganhara, em 1962, um naco do “Partidão”, apelido ganho pelo PCB precisamente na época em que começou a mirrar. Um pedaço de sua direção, levando consigo antigas brigas internas e cerca de novecentos militantes, fundara o Partido Comunista do Brasil, o PC do B.18 Nessa dissidência, o PCB perdeu três dirigentes que por mais de dez anos haviam integrado sua comissão executiva.”

“Fidel Castro não foi nem Asmodeu nem Cruz Vermelha para Leonel Brizola. Ele funcionou, com sucesso, como uma espécie de Rei Artur que o sagrou Cavaleiro da Távola da Revolução. De 1965 ao início do segundo semestre de 66, enquanto teve esse privilégio, Brizola foi o mais destacado chefe do radicalismo de esquerda, assegurando-se uma liderança que a maioria dos exilados ia perdendo por conta do efeito banalizador do desterro. O destaque do ex-governador gaúcho era reconhecido por Golbery. Assustado com o reaparecimento do ex-presidente argentino Juan Domingo Perón, via-o, com Brizola, como parte de uma conspiração continental e escrevia a Castello: “É evidente que o brizolismo, o comunismo internacional e o peronismo estão de mãos dadas”.81

“Francisco Julião, a aposta cubana, estava preso num quartel do Exército em Brasília. Suas Ligas Camponesas haviam-se desvanecido, e Fidel se queixava de que seu dinheiro fora malbaratado.23 Aos poucos, saía do baralho uma nova carta: Leonel Brizola. Antes mesmo da derrubada de Goulart, o embaixador cubano no Rio de Janeiro, Raúl Roa Kourí, acreditava que era ele quem tinha as maiores chances para iniciar uma revolução à la Castro no Brasil”.24

“O secretário-geral do PC boliviano contou essa gestão a um oficial do exército cubano, dizendo-lhe que se comprometera com Fidel Castro a “coordenar com Brizola o assunto do Brasil”.98

“Em agosto realizou-se no hotel Habana Libre a Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade, que se deveria transformar num centro irradiador de guerrilhas. Nesse conclave Marighella credenciou-se junto à internacional de insurretos concebida por Fidel.”

“O Partidão tinha o patrocínio soviético, o PC do B ficara com a China (para onde já remetera três turmas de militantes que fariam cursos político-militares), e Brizola estava com a carta cubana. Um dirigente experimentado como Marighella sabia que, à falta de um clima insurrecional no país, era necessário dispor de alguma base externa. A dotação orçamentária soviética ao PCB, conhecida como “O Ouro de Moscou”, girou, até a segunda metade dos anos 80, entre 200 mil e 300 mil dólares anuais.”25

“Mesmo que esses recursos fossem poucos, a eles se juntavam facilidades logísticas, como centros de educação ideológica e oficinas de documentos falsos. A base externa funcionava também como santuário, para onde militantes considerados promissores ou dirigentes desprotegidos poderiam ser mandados a fim de viver em segurança. O PCB tinha uma sede alternativa em Moscou e duas verdadeiras embaixadas no exterior, uma em Buenos Aires e outra em Paris. Brizola operava sua chancelaria em Montevidéu. Marighella só rompeu com o PCB quando conseguiu a base de Havana.”


Compilado pelo meu amigo Daniel do blog http://www.advhaereses.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

500 ANOS DE UM HERESIARCA


500º aniversário de Calvino gera polêmica na Itália


Os 500 anos do nascimento do heresiarca João Calvino suscitaram polêmica no catolicismo italiano, segundo "Corriere della Sera". O mensário de cultura "Cristianità" publicou um estudo do presidente do Studium Theologicum Salesianum de Jerusalém, Pe Roberto Spataro S.D.B. Texto completo. Calvino, segundo o Pe Spataro. foi consumido pelo ódio sectário e a prevaricação, que ele justificava pelos fines que tinha em vista. Ele foi, segundo o teólogo, "um revolucionário de um radicalismo terrível alimentado pela sua irritabilidade e sua violência apaixonada".Um predecessor, acrescentamos nós, de Robespierre e Lenine.O Pe Spataro retrata o Calvino histórico: um líder sectário hirto e maníaco, que usava uma máscara de puritanismo severo, e abusou largamente de seus seguidores. Com audácia orgulhosa jogou-se contra a Igreja, Papas e Concílios, desencadeou guerras, profanou igrejas, imagens e objetos santos.Mandou crucificar sacerdotes católicos, mutilou-os horrivelmente, mandou lhes arrancar as entranhas para encher o cadáver de feno e logo depois entregá-lo como pasto para animais. Até o Santíssimo Sacramento foi dado como alimento a um quadrúpede.
A ditadura opressiva de Calvino resultou em invasão das casas de família, espionagem dos cidadãos, exílios, decapitações.Seus escritos estão cheios de blasfêmias, mostrou o douto eclesiástico. Proibiu a devoção a Nossa Senhora e aos santos, o jejum e a abstinência e atribuir qualquer valor às boas obras, como mostra o estudo do Pe Spataro.Adulterou os Evangelhos para fazê-los concordar com seus dogmas irracionais como a predestinação, a salvação só pela fé e a condenação arbitrária de muitos exigida pela glória de Deus!Ébrio de orgulho e arrogância concebeu um Deus egoísta e colérico modelado à sua própria imagem.O mais espantoso é que em pregações e em certos jornais católicos como o diário "Avvenire" porta-voz da Conferência Episcopal Italiana, um falso ecumenismo tentou apresentar uma imagem "light" e, portanto falseada, de um dos homens mais daninhos da História.





DEUS NOSSO SENHOR SEJA LOUVADO, POR TER ME LIBERTADO DAS GARRAS DESTE HEREGE!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

15 de setembro, dia de Nossa Senhora das Dores


O TERÇO DAS SETE DORES DA VIRGEM MARIA.
Início: D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!


Oração Inicial:

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça)
1ª Dor - Profecia de Simeão Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
2ª Dor - Fuga para o Egito O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias
7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

MAIS UMA DO "SANTO" DA NOVA "IGREJA" DO POVO



MISSA COM RECO-RECO, CUÍCA E TAMBORINS

Discorria o ilustre escritor pernambucano, na crônica "A Missa Cômica", inserida na obra "O Óbvio Ululante" sobre a proposta de Dom Hélder - essa figura eterna em seus escritos " de "atualizar" a liturgia da missa católica: "Por que apenas os órgãos, os violinos, apenas os címbalos podem louvar a Deus, e não o reco-reco, a cuíca e o tamborim?" - eis o que propugnava o ilustre arcebispo, segundo a transcrição literal do Nelson.O escritor, especulando sobre o futuro da eucaristia diante do alvitre de Dom Hélder, pintou uma cena daquilo que julgou ser o quadro que em breve se veria, caso a proposta do arcebispo vingasse: "Lá estão os padres, os coroinhas. E, ao mesmo tempo que cumprem o cerimonial, os padres e os coroinhas fazem toda uma ginga de ventre e quadris e sambam com uma impressionante variedade rítmica".E conclui o seguinte, acerca dos propósitos implícitos dessa nova liturgia: "A gafieira estava fazendo concorrência à fé. Portanto, vamos trazer para as catedrais o reco-reco, a cuíca e o tamborim".E o nosso Nelson, em toda a sua mordaz bonomia - perdoem-me o oxímoro - mal se deu conta de que sempre, absolutamente sempre, a realidade salta mais longe que a ficção.

A MISSA CÔMICA

Uma das figuras obrigatórias desta coluna é a minha úlcera. Com o tempo, porém, criou-se entre mim e a ferida uma acomodação recíproca e total. Trato-a a pires de leite, como uma gata. Outras vezes, dou-lhe mingaus hediondos. E não raro, quando ela está bem, pacificada, sinto a falta de sua dor.
Ah, se eu fosse um são Francisco de Assis, diria: — “Nossa irmã, a úlcera”. Ontem, alta madrugada, ela me despertou. Está ardendo em minhas entranhas. Como queima, meu Deus! Saio da cama e, no escuro, persigo os chinelos. Achei, achei. Venho para a cozinha. Teria de vencer uma última dúvida: — “Mingau ou copo de leite?”. A minha opção foi o mingau. A dor vai passando. Acabo a papinha, venho para a janela. Acendo um cigarro, embora o fumo seja um veneno para minha úlcera (Lúcia vive dizendo: — “Você só deve fumar seis cigarros por dia”. Eu, com o maior descaro, prometo, juro, dou-lhe a minha palavra de honra), Na janela da madrugada, penso: — “D. Hélder está quieto. Vou passar um mês sem falar em d. Hélder”.
E não me ocorre que esse mês de silêncio será uma desfeita para o arcebispo. Sua figura, sua batina e sua alma exigem promoção. Ter o nome impresso, a cara impressa, a palavra impressa — eis a sua gloriosa fome. Seja como for, achei que, durante trinta dias, podia dar-lhe o abominável silêncio. Volto para cama e durmo. De manhã acordo e peço os jornais. Leio um, leio outro e não vejo o nome, o retrato de d. Hélder.
Começo a não entender. Eis o que me pergunto: — “Por que não fala? Por que não faz declarações?”. Tão irreal, tão absurdo d. Hélder calado. E, súbito, estremeço. Na última página de um suplemento, vou ler “As frases que ficaram” e encontro uma que me lança na mais dolorosa perplexidade.
Era de d. Hélder. Lá explicava o arcebispo de Olinda que não é nada demais rezar missa ao som da música popular. “Por que apenas os órgãos, os violinos, apenas os címbalos podem louvar a Deus, e não o reco-reco, a cuíca e o tamborim?” Li aquilo e reli. Por um momento, imaginei uma catedral. Passo a outro tópico porque o assunto justifica. Estamos na catedral. Já começou a missa. Mas não uma missa como há muitas, como há milhares, como há milhões. Não e absolutamente. Desta feita, a missa, a santa missa tem, por fundo, “Mamãe, eu quero mamar”. Lá estão os padres, os coroinhas. E, ao mesmo tempo que cumprem o cerimonial, os padres e os coroinhas fazem toda uma ginga de ventre e quadris e sambam com uma impressionante variedade rítmica. Se vocês visualizaram a coisa, hão de imaginar o infalível efeito visual e auditivo. Os reacionários poderão objetar que uma catedral nunca foi uma gafieira. Aí está um desprimoroso sofisma. Acaso a gafieira não será também filha de Deus? E, além disso, se bem entendi o arcebispo de Olinda, também a missa tem de ser atualizada.
E existe o tempo que, como se sabe, não perdoa. Há um desgaste das horas, dias, meses e anos. Na década de vinte a trinta, Benjamim Costallat era o Proust. Dançava-se o charleston. O tango ainda não era um defunto. Do mesmo modo, a Igreja não pode sentir, pensar, agir como na Idade Média.
O dr. Alceu escreve sobre o “progressismo”. E, seguindo a mesma linha que o d. Hélder, propõe a “missa cômica”. O sobrenatural na gafieira. Convoco um leitor a um terreno baldio. Não há ninguém por perto ou por outra: — há uma cabra vadia e, felizmente, uma cabra de bem, digna de toda a confiança. E, aqui, neste capinzal paradisíaco, eu e o leitor podemos dizer as últimas um ao outro. Não sejamos injustos com d. Hélder. Se não, vejamos: — cada época tem a sua fé. Só os bovinos, os pascácios podem imaginar uma fé perfeita, irretocável, imutável. É preciso dançar de acordo com a música ou, melhor dizendo, de acordo com a moda. Depois de assim falar ao leitor, no terreno baldio, eu passo a comunicar-lhe as minhas fantasias. Já que d. Hélder colocou a fé em termos de gafieira, eu, de bom grado, vou enriquecer a sua missa cômica. Eis a cena: — os padres e coroinhas estão sambando. E, súbito, os santos entram no brinquedo. Por sua vez, as velhinhas beatas se sacodem como patas no tanque. Há números espetaculares. São Benedito revela-se um passista emérito. Com um dedo roda o pandeiro. Outro santo equilibra laranjas no focinho, como uma foca amestrada. Ainda outro planta bananeira e põe labaredas pelas ventas etc. etc. etc. E notem como d. Hélder enxerga longe. A gafieira estava fazendo concorrência à fé. Portanto, vamos trazer para as catedrais o reco-reco, a cuíca e o tamborim. (Eis que me dá, de repente, um tédio mortal dos tamborins, cuícas e reco-recos de d. Hélder.) Mas tenho ainda outro assunto paralelo. É o seguinte: — eu era garotinho quando uma tia leu para mim os Dez Mandamentos. Súbito ouço, pela primeira vez o “Não matarás”. Ninguém imagina o espanto, o medo e o deslumbramento que senti. Foi o Mandamento que mais doeu e mais fascinou a minha infância. E, muitos anos depois, já adulto, e até hoje, continuo ouvindo o “Não matarás”, eternamente. (Em 1929, meu irmão Roberto foi assassinado. E como me feriu, na carne e na alma, o “Não matarás”.) Quero saber se vocês leram o que disse o dr. Alceu sobre guerrilhas. Se não leram, vamos lá. Eis o que declara o eminente pensador católico: — só não é favorável às guerrilhas no Brasil porque os nossos camponeses não são politizados. Por uma dedução obrigatória verificamos que, em caso de tal politização, nosso Tristão nada teria a opor às guerrilhas brasileiras. No resto do mundo, ótimo que elas continuem bebendo sangue. Eis o que eu desejaria perguntar ao piedoso Tristão de Athayde. Que idéia faz ele de guerrilha? Pensa talvez que é algum piquenique? Não sabe que guerrilha mata? Mata, dr. Alceu, mata. E como é que o senhor enxota o “Não matarás” como quem afasta, com o lado do sapato, uma barata seca?

[17/3/1968]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Excelente artigo, excelente entrevista

Dois códigos morais

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 8 de setembro de 2009

A entrevista do Cabo Anselmo ao programa “Canal Livre” (TV Bandeirantes, 26 de agosto,http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2267&Itemid=34) é um dos documentos mais importantes sobre a história das últimas décadas e mereceria uma análise detalhada, que não cabe nas dimensões de um artigo de jornal. Limito-me, portanto, a chamar a atenção do leitor para um detalhe: o confronto do entrevistado com os jornalistas foi, por si, um acontecimento revelador, talvez até mais que o depoimento propriamente dito.

Logo de início, o apresentador Boris Casoy perguntou se Anselmo se considerava um traidor. Ele aludia, é claro, ao fato de que o personagem abandonara um grupo terrorista para transformar-se em informante da polícia. Para grande surpresa do jornalista, o entrevistado respondeu que sim, que era um traidor, que traíra seu juramento às Forças Armadas para aderir a uma organização revolucionária. A distância entre duas mentalidades não poderia revelar-se mais clara e mais intransponível. Para a classe jornalística brasileira em peso, o compromisso de um soldado para com as Forças Armadas não significa nada; não há desdouro em rompê-lo. Já uma organização comunista, esta sim é uma autoridade moral que, uma vez aceita, sela um compromisso sagrado. Nenhum jornalista brasileiro chama de traidor o capitão Lamarca, que desertou do Exército levando armas roubadas, para matar seus ex-companheiros de farda. Traidor é Anselmo, que se voltou contra a guerrilha após tê-la servido. Anselmo desmontou num instante a armadilha semântica, mostrando que existe outra escala de valores além daquela que o jornalismo brasileiro, com ares da maior inocência, vende como única, universal e obrigatória.

O contraste mostrou-se ainda mais flagrante quando o jornalista Fernando Mitre, com mal disfarçada indignação, perguntou se Anselmo não poderia simplesmente ter abandonado a esquerda armada e ido para casa, em vez de passar a combatê-la. Em si, a pergunta era supremamente idiota: ninguém – muito menos um jornalista experiente – pode ser ingênuo o bastante para imaginar que uma organização revolucionária clandestina em guerra é um clube de onde se sai quando se quer, sem sofrer represália ou sem entregar-se ao outro lado. Conhecendo perfeitamente a resposta, Mitre só levantou a questão para passar aos telespectadores a mensagem implícita do seu código moral, o mesmo da quase totalidade dos seus colegas: você pode ter as opiniões que quiser, mas não tem o direito de fazer nada contra os comunistas, mesmo quando eles estão armados e dispostos a tudo. Ser anticomunista é um defeito pessoal que pode ser tolerado na vida privada: na vida pública, sobretudo se passa das opiniões aos atos, é um crime. Não que todos os nossos profissionais de imprensa sejam comunistas: mas raramente se encontra um deles que não odeie o anticomunismo como se ele próprio fosse comunista. Essa afinidade negativa faz com que, no jornalismo brasileiro, a única forma de tolerância admitida seja aquela que Herbert Marcuse denominava “tolerância liberdadora”, isto é: toda a tolerância para com a esquerda, nenhuma para com a direita.

Mais adiante, ressurgiu na entrevista o episódio do tribunal revolucionário que condenara Anselmo à morte. Avisado por um policial que se tornara seu amigo, Anselmo fugira em tempo, enquanto os executores da sentença, ao chegar à sua casa para matá-lo, eram surpreendidos pela polícia e mortos em tiroteio. De um lado, os entrevistadores, ao abordar o assunto, tomavam como premissa indiscutível a crença de que Anselmo fora responsável por essas mortes, o que é materialmente absurdo, já que troca o receptor pelo emissor da informação. De outro lado, todos se mostraram indignados – contra Anselmo – de que no confronto com a polícia morresse, entre outros membros do tribunal revolucionário, a namorada do próprio Anselmo. Em contraste, nenhum deu o menor sinal de enxergar algo de mau em que a moça tramasse com seus companheiros a morte do namorado. Entendem como funciona a “tolerância libertadora”?

A quase inocência com que premissas esquerdistas não-declaradas modelam a interpretação dos fatos na nossa mídia mostra que, independentemente das crenças conscientes de cada qual, praticamente todos ali são escravos mentais da auto-idolatria comunista.

Ao longo de toda a conversa, os jornalistas se mantiveram inflexivelmente fiéis à lenda de que os guerrilheiros dos anos 70 eram jovens idealistas em luta contra uma ditadura militar, como se não estivessem entrevistando, precisamente, a testemunha direta de que a guerrilha fôra, na verdade, parte de um gigantesco e bilionário esquema de revolução comunista continental e mundial, orientado e subsidiado pelas ditaduras mais sangrentas e genocidas de todos os tempos. Anselmo colaborou com a polícia sob ameaça de morte, é certo, mas persuadido a isso, também, pela sua própria consciência moral: tendo visto a verdade de perto, perdeu todas as ilusões sobre o idealismo e a bondade das organizações revolucionárias – aquelas mesmas ilusões que seus entrevistadores insistiam em repassar ao público como verdades inquestionáveis – e optou pelo mal menor: quem, em sã consciência, pode negar que a ditadura militar brasileira, com todo o seu cortejo de violências e arbitrariedades, foi infinitamente preferível ao governo de tipo cubano ou soviético que os Lamarcas e Marighelas tentavam implantar no Brasil? Ao longo de seus vinte anos de governo militar, o Brasil teve dois mil prisioneiros políticos, o último deles libertado em 1988, enquanto Cuba, com uma população muito menor, teve cem mil, muitos deles na cadeia até hoje, sem acusação formal nem julgamento. A ditadura brasileira matou trezentos terroristas, a cubana matou dezenas de milhares de civis desarmados. Evitar comparações, isolar a violência militar brasileira do contexto internacional para assim realçar artificialmente a impressão de horror que ela causa e poder apresentar colaboradores do genocídio comunista como inofensivos heróis da democracia, tal é a regra máxima, a cláusula pétrea do jornalismo brasileiro ao falar das décadas de 60-70. Boris Casoy, Fernando Mitre e Antonio Teles seguiram a norma à risca. Desta vez, porém, o artificialismo da operação se desfez em pó ao chocar-se contra a resistência inabalável de uma testemunha sincera.

Conhecendo as muitas complexidades e nuances da sua escolha, Anselmo revelou, no programa, a consciência moral madura de um homem que, escorraçado da sociedade, preferiu dedicar-se à meditação séria do seu passado e da História em vez de comprazer-se na autovitimização teatral, interesseira e calhorda, que hoje rende bilhões aos ex-terroristas enquanto suas vítimas não recebem nem um pedido de desculpas.

Moral e intelectualmente, ele se mostrou muito superior a seus entrevistadores, cuja visão da história das últimas décadas se resume ao conjunto de estereótipos pueris infindavelmente repetidos pela mídia e consumidos por ela própria. O fato de que até Boris Casoy, não sendo de maneira alguma um homem de esquerda, pareça ter-se deixado persuadir por esses estereótipos, ilustra até que ponto a pressão moral do meio tornou impossível a liberdade de pensamento no ambiente jornalístico brasileiro.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO DE PORCO



SÓ TENHO PENA DAS CRIANÇAS, DOS FILHOS DESTES "MALUCOS"...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Testemunho de Conversão

MEU TESTEMUNHO DE CONVERSÃO


Eu era presbiteriano, até me converter ao Catolicismo em 2004. Claro que esta é uma longa história... Não sei se conseguiria contar tudo aqui. Na verdade meu interesse pelo Catolicismo começou quase na mesma época em que comecei a considerar a hipótese de entrar para o seminário (presbiteriano). Sempre gostei muito de teologia, de estudar as Sagradas Escrituras, a História da Igreja e via nisso um sinal, uma espécie de chamado/vocação. Amava com sinceridade minha denominação e lá eu tive contato com muita literatura teológica e a cada dia eu tomava mais gosto pelo estudo, pelo conhecimento e é claro, pela oração.
O Presbiterianismo é basicamente nas doutrinas formuladas por João Calvino, que junto com Martinho Lutero é um dos maiores expoentes da chamada Reforma Protestante. Calvino era virulentamente anti-católico e seus escritos são quase todos voltados ao ataque à Igreja Católica. Eu gostava muito desses escritos, principalmente pelo fato de que, a príncipio, eram todos fielmente baseados na Bíblia, o que mais tarde descobri não ser verdade. Apesar de gostar muito destas leituras, o ataque quase obsessivo ao Catolicismo me incomodava embora nesta época eu ainda nem sonhasse em um dia me tornar católico. Incomodava-me mais, pela obsessão, pela tentativa contumaz de (tentar) destruir as bases sob as quais se assentam a Igreja Católica.
Lembro que mais ou menos nesta época (2002/2003) recebi, vindos da Espanha, dezenas de livros para a formação de pastores, todos obviamente escritos em espanhol, o que de certa forma foi ótimo, pois neste período pude aperfeiçoar meus estudos desta língua o que me é extremamente útil hoje em dia. Fiquei encantado, comecei a ler muito e a cada dia crescia em mim a vontade de servir mais e melhor a Deus. Sempre que podia eu dirigia os cultos, pregava, ensinava e tudo isso convencido de que fazia a vontade de Deus. Confesso que eu diferia um pouco dos demais membros do chamado “Conselho de presbíteros”, primeiro porque eu era um simples leigo, nem diácono, nem “presbítero’, era apenas um aspirante ao seminário que estudava muito e que na verdade, modéstia a parte, se interessava mais do que o próprio pastor pelo bem-estar da igreja. Nem preciso dizer que isso começou a gerar um certo desconforto, ciúmes talvez ou talvez inveja, na verdade não sei, nem posso afirmar, já que intenção só quem pode julgar é Deus Nosso Senhor. De qualquer forma dei uma recuada e tentei passar mais desapercebido, mas não consegui. Fomos convidados ( eu e minha família) a ocuparmos o apartamento pertencente à igreja e como na época eu tinha que arcar comas despesas de um aluguel nada barato eu acabei concordando e nos mudamos em seguida. Creio que este episódio foi o começo da grande reviravolta que minha vida sofreria, em todos os aspectos.
No começo tudo correu bem e eu tinha pedido muito a Deus que isso acontecesse, era m novo começo e uma ótima oportunidade de conseguir o que eu mais queria:ingressar no seminário.
Mas as coisas não correram bem como eu esperava, eu faço os planos, mas a palavra final pertence à Deus certo?
Posso afirmar que meus primeiros contatos, ainda muito tímidos, com o Catolicismo começaram depois da Semana Santa do ano de 2003, aliás, o ano de 2003 foi um tanto conturbado para mim em todos os sentidos.
Aos poucos fui percebendo o que não posso deixar de qualificar como certa “má-vontade” por parte do Conselho em relação à minha entrada para o seminário, a alegação era que a igreja não podia arcar com as despesas ( de fato muito altas), mas a verdade era outra e eu a descobriria posteriormente.

Provavelmente não deve haver alguém mais aficcionado em livros e em feiras de livros e “sebos’ do que eu. Na verdade, uma das minhas diversões prediletas é fazer aquilo que eu apelidei de “garimpo literário”, ou seja, procurar exaustivamente, em meio à dezenas, centenas de livros, algo que me interesse. no ano de 2003 minha ‘garimpagem” foi particularmente imensa, já que eu estava de certa forma “de pés e mãos amarrados” aguardando a resposta do “Conselho” quanto à minha ida ou não ao seminário. Aos poucos, fui perdendo a paciência e comecei a ponderar sobre a possibilidade de estudar em outro seminário, não necessariamente ligado à Igreja Presbiteriana, embora eu soubesse que não conseguiria ir muito longe, já que a mesma só aceita (ou pelo menos só aceitava) pastores formados em seu seminário. De qualquer forma, minhas leituras estavam me dando uma visão mais aberta, mais livre do pensamento fechado de Calvino e isso se revelou à mim como uma verdadeira primavera.


UM CALVINISTA ECUMÊNICO?


Posso dizer, sem medo de errar, que eu era um verdadeiro presbiteriano e que admirava e aderia com toda a sinceridade às suas doutrinas, tanto que acabava me aborrecendo constantemente na igreja que eu freqüentava, já que a mesma caminhava a passos largos para o que eu posso definir como um “processo de pentecostalização”. eu já freqüentei - por pouco tempo - a Assembléia de Deus e a Igreja Pentecostal de Nova Vida, nas duas passei pouco tempo, não me acostumava com tantos “dons” e para ser sincero não acreditava que todas aquelas manifestações pudessem suportar uma crítica mais profunda, baseada nas Escrituras. Na verdade minha ida para uma “igreja histórica” se deu justamente por estas razões. Eu procurava algo mais fiel às Escrituras e não um festival de pirotecnia pseudo-espiritual. Não era a toa que eu estava me aborrecendo com os rumos que minha igreja ia tomando. Conversava com o pastor, mas este pouco me ouvia, não me censurava, mas também não coibia os abusos que iam cada vez mais se multiplicando. Aos poucos fui amadurecendo a idéia de entrar em outro seminário. A inércia do “Conselho” e a minha sede de conhecimento de Deus me fizeram tomar uma decisão e acabei me matriculando no seminário Peniel que na época (não sei agora) era um seminário interdenominacional, ou seja, poderia ser cursado por “crentes’ de qualquer denominação. Me empolguei mas fiquei um dia só. Meu pastor interveio, primeiro mandou que eu desistisse ( deste e do nosso seminário!) e me sugeriu que fizesse História já que eu havia manifesto à ele este antigo desejo que eu nutria desde minha infância. nossa! que decepção! foi terrível para mim, foi uma espécie de resposta não oficial do conselho e caiu como um balde de água fria sobre a minha cabeça. chorei muito, muitos dias.
Chegou enfim o dia da reunião do Conselho. Aqueles senhores sentados diante de mim e eu meio chateado, meio esperançoso aguardando uma resposta que fosse ela qual fosse, seria para mim um grande alívio. Pois bem, chegou à hora, dentre os presentes: cinco ou seis quase todos se posicionaram contrários à minha reivindicação, sendo que um deles alegou que eu era “muito católico”. Ah! E sabe por que ele disse isso? Bem, é justamente ai que entra a Semana Santa de 2003. na sexta-feira santa deste ano, eu propus ao nosso pastor que realizássemos um culto com “santa ceia” e que fizéssemos uma ‘liturgia’ mais sóbria,sem músicas agitadas e só com o coral e pedi à ele que me deixasse dirigir o culto. ele á princípio titubeou um pouco mas acabei convencendo-o. fiz isso por dois motivos, em primeiro lugar para levar o povo à uma meditação mais profunda na dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e em segundo lugar porque lendo um livro antiqüíssimo chamado “Peregrinação de Etéria”, descobri que a comemoração da chamada Sexta-Feira da Paixão é uma prática que remonta aos primitivos cristãos: séculos III e IV!!! Então, percebi que não era uma ‘invenção” da Igreja Católica mas uma prática bi-milenar! Quem quiser conhecer este livro, aqui está: http://www.veritatis.com.br/article/3805. pois bem, o culto foi realizado. fiquei muito feliz! as pessoas pareciam mais piedosas e o pastor pregou enfim sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor e a santa ceia foi celebrada de forma muito bela. infelizmente poucos gostaram e isso atentou contra mim, até o fim. Depois deste culto senti que não era o mesmo. Claro que ainda lia os “mestres da Reforma’, mas minha mente e meu coração já haviam mudado significativamente.
Até então eu não me referi em momento algum a questões pessoais e nem vou fazê-lo, mesmo porque minha saída da Igreja Presbiteriana não se deu por questões deste porte e muito menos minha conversão ao Catolicismo. Digo isto porque alguns pensam e muitos pensaram à época, que tudo se deu por conta de desavenças pessoais, o que , diante de Deus eu nego, pois simplesmente não foi. Além do que eu poderia ter ido para outra denominação e, bem, vamos continuar: voltando à reunião do Conselho, acabaram, sabe-se lá porque concordando com que eu fizesse a prova e me deram o dinheiro da matrícula no “vestibular”. Sinceramente eu não esperava isso, o clima frio e nada cordial que me cercava na igreja não prenunciava uma decisão como essa, no entanto dei graças a Deus e decidi esperar.
Trabalho aqui no centro do Rio de Janeiro. Um lugar tumultuado e cheio de gente, mas se também muito belo e muito rico em obras de arte.monumentos, museus. Nem preciso dizer o quanto aprecio essas coisas. As igrejas então... Sempre as achei belíssimas ( e de fato são, belíssimas, lindas! mas evitava entrar nelas mas não posso negar que me atraíam,
Ainda nesta época a questão das imagens me incomodava muito, bastante, embora eu já houvesse lido muitos argumentos à favor como por exemplo este, do papa Gregório Magno: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).
Ora, eu havia aprendido no meio evangélico (não só na presbiteriana, mas em todas as igrejas) que o Catolicismo promovia a idolatria e que adoravam imagens e principalmente a Virgem Maria. Resolvi então descobrir por mim mesmo, se assim fosse, isso seria abominável e mesmo satânico. Pois bem, este texto que transcrevi acima é apenas uma pequena amostra dos muitos outros que pouco a pouco foram me fazendo mudar de idéia. Resolvi ler o CIC (Catecismo da Igreja Católica), ensino oficial da mesma sobre o assunto.
Claro que hoje compreendo bem o porquê e o para que das imagens, mas não pense que foi fácil, na verdade, foi uma luta terrível, eu queria - e quero - fazer a vontade de Deus e por isso buscava-O intensamente, precisava saber o que fazer! em relação á este assunto, uma das descobertas mais formidáveis que fiz foi a de que os cristãos, ainda no tempo das grandes perseguições, já utilizavam imagens! Nossa! Isso caiu como uma bomba sobre minha cabeça já um tanto atordoada. Foi uma descoberta que me desconcertou e então resolvi deixar de lutar contra a minha consciência. Claro que não sai correndo e enchi minha casa de imagens de tudo o que é santo, não era essa a questão e isso nem era importante, ter ou não as imagens, mesmo para a Igreja Católica é algo secundário e não fundamental. O que se precisa deixar claro, isso sim, é a finalidade que damos à elas, como a utilizamos. Ah! Aqui está o link com as imagens da Igreja primitiva:
http://praelio.blogspot.com/2009/02/igreja-primitiva-x-protestantismo.html
Pois bem, a questão das imagens estava superada. Depois descobri que nem mesmo Lutero dava muita importância para elas, além do que, inúmeras igrejas protestantes possuem imagens em seus templos. Fiquei feliz ao perceber que havia superado esta questão, mas ao mesmo tempo me via cada vez mais desafiado pela Igreja, tantas descobertas feitas e eu ainda sem saber ao certo o que fazer ou como agir, afinal eu tinha uma convicção plena de que queria ser pastor, eu não me imaginava fazendo outra coisa, não me via em outro ofício senão o de cuidar das pessoas e ensinar à elas o caminho para Deus.


MINHA ESPOSA E A MISSA.


Ainda não havia falado sobre minha esposa! Bem, ela me acompanhou em todos os momentos, desde minha crise inicial até a nossa recepção “oficial” na Igreja Católica. Também ela via em mim um potencial, sabia de minha “vocação”, de meu “chamado” e me dava muita força, embora andasse um tanto quanto descontente com a forma como era conduzida a nossa igreja. Eu sempre conversei franca e abertamente com ela e nunca, em momento algum lhe escondi minhas hesitações, ela, no entanto ponderava e pedia que eu refletisse, tivesse muita calma e, sobretudo orasse com sinceridade por uma resposta. Até então a sua opinião acerca da Igreja Católica não diferia em nada da maioria dos evangélicos: idolatria e heresias, adoração à Maria etc.
Lembro bem de quando tive a primeira noção do que era a Santa Missa, a Divina Eucaristia. Até então, tudo o que eu sabia sobre isso era fruto de minhas leituras de Lutero, Calvino e demais autores protestantes: John Stott, Martin Lloyd-Jones e outros não tão conhecidos. Claro que, devido a esta formação eu pensava ser a Santa missa uma blasfêmia, uma sacrílega “repetição” do Sacrifício Único do Calvário, obviamente era uma noção errada ao extremo, mas infelizmente eu não tinha quem me esclarecesse, até então...


Aqui no Centro do Rio de Janeiro, existe uma igreja belíssima dedicada à São Basílio Magno que é um dos chamados “Santos Padres”, primeiros teólogos da Igreja - aqui você pode conhecer um pouco mais sobre eles: http://cocp.veritatis.com.br/
Bem, não sei se você sabe, mas a Igreja Católica possui diversos ritos diferentes e esta pequena igreja adota o rito melquita, que é um rito oriental por isso sua arquitetura é toda ela “orientalizada”, cheia de ícones, turíbulos e um altar belíssimo. Pois bem, certa vez, indo para o meu trabalho resolvi passar por esta igreja para ver se ela estava aberta, já que sempre que eu passava estava fechada, por ser ainda muito cedo. Neste dia, porém - providencialmente - ela estava aberta e dentro havia um padre de batina preta, barba longa, que me olhou curioso ao ver que eu havia entrado na Igreja àquela hora como se procurasse por algo (e bem que eu procurava!). Ele veio então falar comigo, perguntou se eu era católico e eu disse que não, que era presbiteriano e expliquei à ele onde ficava a nossa “catedral”, aliás ali bem perto. Ele me disse já ter entrado lá para apreciar a arquitetura (a catedral presbiteriana é em estilo gótico). Eu confesso que fiquei sem graça, meio sem jeito para conversar com ele até que ele me perguntou se eu não gostaria de ir um dia à Missa ali na sua igreja. Eu fiquei sem reação e disse que sim, que iria sim e ele me disse assim: Venha sim, mas infelizmente você não poderá participar da comunhão. Eu não tinha idéia do quanto aquilo significava mas consenti e fui embora, não sem antes ser abraçado fortemente por este sacerdote e ( devido aos seus costumes orientais - ele não era brasileiro) ter ganho dois beijos no rosto! Achei engraçado e acolhedor, além do que suas palavras mexeram comigo. Pronto: aguçada minha curiosidade e tocado pela Graça de Nosso Senhor fui atrás de uma melhor explicação:

Afinal, o que é a Missa, o que é Eucaristia?


pode-se dizer que a “santa ceia” celebrada pela grande maioria dos evangélicos e protestantes é na verdade fruto do entendimento daquilo que Lutero ( e ainda mais Calvino) entendiam ter sido a última Ceia de N.S.J.C. com seus apóstolos. Lutero passou boa parte de sua vida tentando “destruir” a Missa e Calvino dizia ser esta um sacrilégio, uma blasfêmia. Veja esta frase de Lutero: “Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que, entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista.” (Werke, t. XV, 773-774)” Pois é, este era o nível de argumentação de Lutero que nunca fez questão de esconder o seu ódio. Entretanto Lutero manteve a “sua missa” que depois ficou comumente conhecida como “santa ceia”. entretanto já não havia a crença no Sacrifício Propiciatório, não havia mais a Presença Real e Substancial de Cristo nas espécies consagradas sob a aparência do pão e do vinho mas sim uma espécie de “empanação”: sim, Cristo estaria presente, mas somente de forma espiritual, junto com o pão e o vinho e assim sendo não se poderia mais adorar a Hóstia Santa. Lutero também suprimiu todas as orações do ofertório ( tudo aquilo que demonstrava claramente ser a Santa Missa um verdadeiro sacrifício) apesar de ter conservado o termo “sacrifício de louvor” , que contudo, não abrange toda a extensão e essência da Santa Missa.
Tudo isso que escrevi acerca da Missa e da Eucaristia era uma novidade para mim. Sempre procurei participar da “santa ceia” da maneira mais digna possível e de preferência tendo “confessado” os meus pecados à Deus. ( sim! vou falar também sobre a Confissão).

Nesta altura dos acontecimentos eu já não me contentava em ler só livros evangélico-protestantes, afinal eu estava prestes a dar um passo importante na minha vida e que seria de certa forma definitivo. Eu não queria aventuras e muito menos justificar tudo como sendo pura e simplesmente “vontade de Deus” apenas para esconder ou disfarçar meu “conformismo”. Claro que eu confio na Providência, claro que sei que é Deus Nosso Senhor que guia as nossas vidas e nos aponta o Caminho certo, afinal de Si mesmo disse Nosso Senhor Jesus: “Ego Sum, Via, Veritas et Vita” , Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida Jo 14,6. Ora, Ele sendo o próprio Caminho, não haveria de me deixar sem respostas, muito menos desorientado.
Uma coisa importante, aprendi nesta época: a recorrer sempre aos antigos escritores eclesiásticos, àqueles “Pais da Igreja” do qual eu lhe falei em um dos meus últimos e-mails. Ora, tendo muitos deles convivido com os próprios apóstolos, seriam sem dúvida uma fonte fidedigna de informação, mas sinceramente, dentro do meu íntimo eu tinha receio do que encontraria nestes escritos, era como se eu estivesse passando por uma lenta metamorfose. Resolvi então procurar em sebos e mesmo na internet alguma coisa sobre a Missa. Afinal, era uma “invenção” romanista ou uma Verdade maravilhosa que remonta aos primeiros cristãos.
Bem, a resposta que tive não poderia mesmo ser outra: TODA a estrutura da Santa Missa já é encontrada em documentos do I século! Veja por exemplo este breve texto, escrito por São justino, que depois foi morto por causa de sua fé em Cristo Nosso Senhor:


“No chamado dia do Sol,( domingo ) reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.
Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos.
Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. “Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados”
(Justino - I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 - 431).

Depois de descobertas como esta, resolvi “abrir o jogo” com minha esposa sobre a questão da Eucaristia e tive então uma das maiores surpresas de minha vida. Já era tarde da noite e conversávamos sobre amenidades até que tomei coragem e resolvi falar-lhe sobre o assunto. Não precisei de muito tempo até que ela tomasse a palavra e me confidenciasse que nunca conseguiu se satisfazer plenamente com aquilo que sempre lhe ensinaram ser a “santa ceia’, ela sempre esperou mais, sempre acreditou em algo mais do que aquilo e isso sem que ela NUNCA houvesse estudado uma únical linha do Catecismo Católico e desconhecesse completamente a doutrina Católica da Missa. Obviamente eu perguntei se ela havia lido algo em algum livro meu, mas ela negou, disse apenas que não concordava com “tão pouco”. Eu entendi bem aonde ela queria chegar e então conversamos durante longas horas sobre a Igreja, os sacramentos, sobre Maria Ssmª , o Papa e etc. Claro que não dormimos protestantes e acordamos católicos, mas resolvemos ir à Santa Missa no domingo, mesmo tendo que participar do culto pela manhã.

Esqueci de dizer que pedi dipensa das aulas da EBD, não me sentia mais a vontade ensinando aquilo que eu já não cria mais. No princípio, eu aproveitava as aulas para tentar me convencer que estava errado, que a “Reforma” foi “gloriosa” e que o verdadeiro Cristianismo estava na “igreja evangélica” mas minha resistência foi um verdadeiro fiasco, então para ser coerente e honesto comigo mesmo desisti das aulas.

Passamos então a ir às Missas de 18:00 h numa pequena capela que ficava perto de nossa igreja, Como trabalhávamos ainda na igreja não podíamos ir juntos então minha esposa ia uma semana com minha filha ( então com 04 anos) e eu ia na outra. Foi um período de grandes descobertas e profundas modificações. Confesso que não compreendíamos muita coisa, mas sabíamos que estávamos em casa e pouco a pouco todas as dúvidas foram se dissipando.

Chegou o dia da prova do seminário e eu simplesmente não fui. Achei justo devolver o dinheiro mas não quiseram aceitar, o que para mim foi uma humilhação mas dei graças a Deus, afinal eu já não me importava muito com isso. Nesta época minha esposa descobriu uma gravíssima lesão na coluna cervical e por conta disso ficou em licença médica durante mais ou menos dois meses, justamente quando nossa igreja sediou um congresso de pastores. Até hoje agradeço a Deus pelo seu modo de agir tão paternal, nos livrando de mais constrangimentos.

Neste período em que minha esposa ficou doente, resolvemos pedir demissão, mas eles se anteciparam, já não havia clima para nossa permanência e aqui - infelizmente - preciso falar de algo pessoal, o pastor simplesmente sumiu, se negou a conversar, não quis ouvir nossas razões e simplesmente, até o dia em que fomos embora ele nunca mias se dirigiu a mim. Fiquei muito triste é verdade, mas de certa forma já esperava por isso.

Alugamos uma casa e fomos embora sem maiores satisfações. Sentimos um grande alívio e graças a misericórdia infinda de Nosso Deus estamos até hoje E PELA MISERICÓRDIA DE DEUS NOSSO SENHOR,ESPERAMOS ESTAR ATÉ O DIA DE NOSSA MORTE, na Única Igreja fundada por Cristo onde eu fui batizado aos 29 anos, onde recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, onde batizamos nossa filha e nos unimos verdadeiramente pelo Sacramento do Matrimônio.


Marcos J. Siqueira e família.

Novus Ordo


No passado dia 9 de Agosto, Domingo, estando bem a Norte de Portugal, e portanto distante de qualquer local de celebração da Missa Tradicional (em Braga não havia nada), lembrei-me de verificar se a reforma da reforma litúrgica estaria porventura a ser objecto de alguma receptividade no nosso país. Em mau momento o fiz. Eram onze horas da manhã, enchi-me de coragem (para este efeito preciso mesmo de muita) e dirigi-me a uma igreja onde se ia oficiar a Missa segundo o rito de Paulo VI. Reparei que à porta desta se fazia menção ao horário da Eucaristia e não da Missa. Sintomático. Entrei e notei que o altar não tinha qualquer arranjo beneditino. Sintomático, de novo. Depois surgiu o sacerdote - ou deveria dizer antes o presidente da assembleia litúrgica? - para iniciar a celebração, paramentado com a característica albarda que os modernistas supõem erradamente ser uma casula gótica. Confesso que já não me recordo se começou dizendo "Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", se "Muito bom dia a todos!". Mas tenho bem presente que ele era aquilo a que Monsenhor Nicola Bux chama de sacerdote vedeta ou sacerdote artista, isto é, aquele sacerdote que por força da posição de oração litúrgica "versus populum" se pretende tornar à força o centro das atenções dos fiéis, olvidando-se de que a liturgia não é dele nem para as suas excentricidades, mas antes de Cristo e para prestar culto a Deus. E no caso, o mesmo, após a saudação inicial, em vez de oficiar segundo as rubricas prescritas, optou por proferir, a partir do altar, uma extemporânea homília com considerações porventura oportunas noutro contexto, mas ali, naquele momento, totalmente descabidas. De modo notório, perorava à maneira de um pastor num serviço religioso protestante, muito longe de pretender fazer o que a Igreja sempre fez. Atacado pelo nervosismo que se começava a manifestar através de sudação abundante, levantei-me e abandonei a igreja. O meu relógio marcava onze e horas e sete minutos. Pensei para comigo aquilo que sinto e sei há muito: o "novus ordo" é ele próprio o primeiro e principal abuso litúrgico anticatólico. Em consciência não o consigo suportar! Não posso! É impossível!
Fonte:http://casadesarto.blogspot.com/
P.S. Subscrevo este artigo em sua totalidade.
Me sinto exatamente assim cada vez que tento assistir a Santa Missa neste rito novo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Atenção: Início em 06/09/2009


Novena de Nossa Senhora das Dores


Eu me compadeço de vós, oh! Virgem Dolorosa, por aquela aflição que o vosso terno coração sofreu na profecia do santo velho Simeão.
Minha querida mãe, por vosso coração tão magoado, alcançai-me a virtude da humildade e o dom do santo temor de Deus.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, oh! Virgem Dolorosa, por aquelas angústias que o vosso sensibilíssimo coração sofreu na fuga e permanência no Egito.
Minha querida mãe, por vosso angustiado coração alcançai-me a virtude da liberalidade, especialmente para com os pobres e o dom da piedade.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, oh! Virgem Dolorosa, por aquela agonia que o vosso solícito coração sentiu na perda do vosso Jesus.
Minha querida mãe, por vosso coração tão vivamente comovido, alcançai-me a virtude da castidade e o dom da ciência.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, ó Virgem Dolorosa, por aquela consternação que o vosso materno coração sentiu ao encontrardes o vosso filho com a cruz às costas.
Minha querida mãe, pelo vosso amoroso coração de tal modo atormentado, alcançai-me a virtude da paciência e o dom da fortaleza.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, ó Virgem Dolorosa, por aquele martírio que o vosso generoso coração padeceu ao assistirdes Jesus agonizante.
Minha querida mãe, pelo vosso coração a tal extremo martirizado, alcançai-me a virtude da temperança e o dom do conselho.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, ó Virgem Dolorosa, por aquela ferida que o vosso piedoso coração sofreu na lançada que rasgou o lado do vosso filho e abriu o seu amabilíssimo coração.

Minha querida mãe, pelo vosso coração de tal maneira traspassado, alcançai-me a virtude da caridade e o dom o entendimento.

Ave-Maria

Eu me compadeço de vós, ó Virgem Dolorosa, por aquela amargura que o vosso coração amantíssimo sofreu na sepultura do vosso Jesus.
Minha querida mãe, pelo vosso santo coração tão aflito, alcançai-me a virtude da diligência e o dom da sabedoria.

Ave-Maria

Rogai por nós, virgem dolorosíssima,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos:
Interceda por nós ante a vossa clemência, Senhor Jesus Cristo, agora e na hora da nossa morte, a bem aventurada Virgem Maria, vossa mãe, cuja sacratíssima alma foi traspassada por uma espada de dor na hora da vossa paixão, por vós mesmo, Jesus Cristo, salvador do mundo, que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos amém.



Fonte:http://www.oracoes.info/NSdasDores05.html

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O (triste) show cotidiano de um frade profanador.
Virou rotina, e já virou há muito tempo. Entre ano e sai ano, entra Arcebispo, sai Arcebispo e lá está ele, impavidamente a repetir todos os dias o mesmo (triste) espetáculo de profanação e desrespeito. Seu Curso de “teologia e espiritualidade” recebeu a benção de D. Orani (o que será que ensinam neste curso e pior: será que D. Orani sabe?), de vez em quando apresenta um programa na rádio Catedral, lança livros e cd’s pela Editora Vozes, enfim, ele está na mídia: de certa forma. Mas de qualquer forma está bem acessível. Quem frequenta o Convento de Santo Antônio sabe bem quem ele é e provavelmente, de duas uma: ou já foi influenciado por ele a participar de sua profanação cotidiana ou se indignou grandemente com a mesma.

Graças a Deus estou no segundo grupo de pessoas, que na verdade nem sei ao certo se, se trata mesmo de um grupo, embora eu espere que sim.

Não vou negar que o Frei Neylor é carismático, fala mansa, bom de papo mesmo. Gosta de dizer que é amigo de "Leonardo" (Genésio) Boff , amigo que aliás deve tê-lo influenciado bastante. Fico muito triste pelo povo que frequenta o Convento, de fato, são como ovelhas sem pastor, fazem apenas o que as mandam fazer, como fantoches. Digo isso porque vejo acontecer sempre que vou lá. Frei Neylor porta-se como protagonista na Santa Missa, conversa muito, esvazia a “liturgia” e não só a esvazia como a bagunça também, transformando-a em uma agradável reunião, uma espécie de “bate-papo” animado e festeiro, nada que, nem de longe, lembre o conceito católico de “Sacrifício incruento”. Ora, numa “liturgia’ tão sem...liturgia (!) como esta, não me estranha o fato de que ele distribua a comunhão como quem oferece biscoitos a um amigo que o visita. E é exatamente isso o que ele faz. Ele distribui a comunhão na mão das pessoas e convida-as a mergulharem, por si mesmas no Cálice que ele deixa em cima do altar, altar este ao qual ele dá as costas, enquanto as pessoas mergulham o Corpo de Cristo no Seu precioso Sangue e depois o sacodem irreverentemente antes de colocarem na boca. Claro que estas pessoas não sabem o que fazem. Se soubessem, creio que não profanariam assim, de livre vontade, o Santíssimo Sacramento. Pelo que me consta, este espetáculo horrendo acontece há muitos anos e ninguém, autoridade nenhuma se levanta para coibi-lo e só por isso resolvi escrever estas linhas. É duro para nós leigos termos que conviver com tais absurdos. Frei Neylor não é dono da liturgia, deveria, isto sim, ser seu servo, mas age como um déspota, como um bufão de uma opereta chata e repetitiva. Sei de pessoas que já reclamaram de diversas formas contra este abuso – inclusive com o Guardião do Convento, Frei Ivo Theiss, OFM e absolutamente nada foi feito, o abuso permanece com dia e hora marcados.

Não escrevo para dar publicidade à um escândalo (mesmo porque este já é mais do que suficientemente público) mas para deixar claro à este frei, que não são só os incautos que tomam conhecimento de seus desrespeitos com Jesus Sacramentado e para alertar os fiéis contra esta prática abusiva e frontalmente contrária às normas oficiais da Igreja: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html
Que estas palavras sirvam de alerta.

Se tiver que escrever à Roma eu escrevo, mas não quero “queimar etapas”, o que não dá entretanto é saber de algo tão grave e ficar quieto em nome da “prudência e da ética” até porque, prudente e ético é denunciar o erro, principalmente quando se trata de um tão grande vilipêndio, não contra mim ou contra qualquer homem ou mulher, mas contra o próprio Cristo que tão misericordiosamente se dá à nós como alimento no Santo Sacrifício do Altar e não merece ser tão maltratado.



Salve Maria!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

E a insanidade continua...

FESTEJAR DOM HÉLDER É DOSE PARA LEÃO!!


Eu até pensei duas vezes, mas não tem jeito, vou ter que aderir:








Copo de vinho e Pão molhado


"Um grupo de rapazes e moças se reunem alegremente em torno de uma mesa: enquanto conversam, alguns molham um pedaço de pão num copo de vinho e mastigam o pão molhado, distraídamente. Assim é a Sagrada Comunhão na missa dos universitários, aos sábados, celebrada pelo Padre Antônio Henrique, no auditório da Arquidiocese do Recife... O Padre Antônio Henrique foi autorizado por Dom Hélder Câmara (sic?) a substituir a hóstia tradicional pelo pão comum, mas há um número crescente de padres que introduzem novidades sem pedir autorização ao bispo".


Revista VEJA, nº 2 de 18 de setembro de 1968, citada pelo Padre Luiz Gonzaga da Silveira D'Elboux, S.J. em : Crise Religiosa: Dialogando Francamente ( Coletânea de aritgos publicados em "A Cruz" de janeiro de 1967 a junho de 1969), pela editora Mensageiro do Coração de Jesus, 1969, Rio de Janeiro.


Obs. Sua "obra" continua...

VEJAM TAMBÉM: http://identidadecatolica.blogspot.com/2009_07_01_archive.html
E http://advhaereses.blogspot.com/2009/04/dom-helder-camara-amigo-do-satanismo.html