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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Recado aos modernistas midiáticos


"Não é lícito, só para aduzirmos um exemplo, exaltar a Missa chamada "comunitária", a ponto de se tirar a sua importância à Missa privada; nem insistir tanto sobre o conceito de sinal sacramental, como se o simbolismo que todos, é claro, admitimos na Sagrada Eucaristia, exprimisse, única e simplesmente, o modo da presença de Cristo neste sacramento; ou ainda discutir sobre o mistério da Transubstanciação sem mencionar a admirável conversão de toda a substância do pão no corpo e de toda a substância do vinho no sangue de Cristo, conversão de que fala o Concílio Tridentino; limitam-se apenas à transignificação e transfinalização, conforme se exprimem. Nem é lícito, por fim, propor e generalizar a opinião que afirma não estar presente Nosso Senhor Jesus Cristo nas hóstias consagradas que sobram, depois da celebração do Sacrifício da Missa."


Papa Paulo VI, Encíclica Mysterium Fidei, nº11




Lendo estas palavras do Santo Padre Paulo VI, não pude deixar de lembrar dos padres modernosos que dizem publicamente o contrário.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Abusos de longa data

"Um grupo de rapazes e moças se reunem alegremente em torno de uma mesa: enquanto conversam, alguns molham um pedaço de pão num copo de vinho e mastigam o pão molhado, distraídamente. Assim é a Sagrada Comunhão na missa dos universitários, aos sábados, celebrada pelo Padre Antônio Henrique, no auditório da Arquidiocese do Recife... O Padre Antônio Henrique foi autorizado por Dom Hélder Câmara (sic?) a substituir a hóstia tradicional pelo pão comum, mas há um número crescente de padres que introduzem novidades sem pedir autorização ao bispo".


Revista VEJA, nº 2 de 18 de setembro de 1968, citada pelo Padre Luiz Gonzaga da Silveira D'Elboux, S.J. em : Crise Religiosa: Dialogando Francamente ( Coletânea de aritgos publicados em "A Cruz" de janeiro de 1967 a junho de 1969), pela editora Mensageiro do Coração de Jesus, 1969, Rio de Janeiro.

Obs. o destaque em negrito é meu!

Se alguém quiser comprar a revista, tem aqui:http://www.estantevirtual.com.br/livro/14230563/Ed__Abril_Revista_Veja_N__2.html

atentem para a chamada da capa...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS

COMUNHÃO NA BOCA, DE JOELHOS
E DAS MÃOS DO SACERDOTE.



CATECISMO ROMANO

"Devemos, pois, ensinar que só aos sacerdotes foi dado poder de consagrar a Sagrada Eucaristia, e de distribuí-la aos fiéis cristãos. Sempre foi praxe da Igreja que o povo fiel recebesse o Sacramento pelas mãos dos sacerdotes, e os sacerdotes comungassem por si próprios, ao celebrarem os Sagrados Mistérios. Assim o definiu o Santo Concílio de Trento; e determinou que esse costume devia ser religiosamente conservado, por causa de sua origem apostólica, e porque também Cristo Nosso Senhor nos deu o exemplo, quando consagrou Seu Corpo Santíssimo, e por Suas próprias mãos O distribuiu aos Apóstolos.

De mais a mais, com o intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-lo: como também se proibiu, por uma lei da Igreja, que, salvo grave necessidade ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar nas mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à confecção da Eucaristia.

Destas determinações podem todos, os próprios sacerdotes e os demais fiéis, inferir quão virtuosos e tementes a Deus devem ser aqueles que se dispõem a consagrar, a ministrar, ou a receber a Sagrada Eucaristia".


CATECISMO MAIOR DE SÃO PIO X


"No ato de receber a sagrada Comunhão, devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta".

MISSAL ROMANO (Forma Extraordinária)

O Missal Romano determina que a partir do momento da consagração, o sacerdote deve manter juntos os dedos indicador e polegar, de tal forma que, ao elevar o cálice, ao virar as páginas do missal ou ao abrir o sacrário, aqueles dedos toquem somente a Hóstia consagrada. No final da missa, o sacerdote passa com a patena sobre o corporal e limpa-o para dentro do cálice, para que possa ser recolhida e consumida com reverência a menor Partícula que possa ter aí ficado. Após a comunhão, as mãos do sacerdote são lavadas sobre o cálice com água e vinho – consumidos reverentemente, impedindo que alguma Partícula seja profanada.

SANTO TOMÁS DE AQUINO

"Pertence ao sacerdote distribuir o Corpo de Cristo por três motivos.

Primeiro, porque é ele que consagra na pessoa de Cristo. Assim como Cristo consagrou o seu corpo na Ceia, assim também distribuiu-o aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o Corpo de Cristo, assim também o de distribuí-lo.

Segundo, porque o sacerdote se constitui intermediário entre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas do povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os dons divinamente santificados.

Terceiro, porque por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado. Por isso, consagram-se os corporais, os cálices, igualmente as mãos do sacerdote para tocarem este sacramento. Não é lícito, pois, a ninguém mais tocá-lo, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair no chão ou em outro caso semelhante"

(Suma Teológica, III, q.82, a.III).

"Depois da consagração, o celebrante une os dedos, isto é o polegar com o indicador, que tocaram o Corpo consagrado de Cristo, para que, se alguma partícula aderira a eles, não desprenda. Manifesta o respeito devido ao sacramento" (Suma Teológica, III, q.83, a.VI, ad5).

SÃO FRANCISCO DE SALES

"Começa já na véspera do dia da comunhão a te preparar com repetidas aspirações do amor divino e deita-te mais cedo que de costume, para te levantares também mais cedo. Se acordas durante a noite, santifica esses momentos por algumas palavras devotas ou por um sentimento que impregne tua alma de felicidade de receber o divino esposo; enquanto dormes, ele está velando sobre o teu coração e preparando as graças que te quer dar em abundância, se te achar devidamente preparada. Levanta-te de manhã com este fervor e alegria que uma tal esperança te deve inspirar, e depois da confissão aproxima-te com uma grande confiança e profunda humildade da mesa sagrada, para receber este alimento celeste, que te comunicará a imortalidade. Depois de pronunciares as palavras: "Senhor, eu não sou digno ...", já não deves mover a cabeça ou os lábios para rezar ou suspirar; mas, abrindo um pouco a boca e elevando a cabeça de modo que o padre possa ver o que faz, estende um pouco a língua e recebe com fé, esperança e caridade aquele que é de tudo isso ao mesmo tempo o princípio, o objeto, o motivo e o fim".
A foto eu peguei do Sucessão A Apostólica da Ana Maria.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

METAFÍSICA EUCARÍSTICA


Metafísica eucarística


A Igreja procura sempre expressar as verdades reveladas a partir de linguagem segura. Isto se obtém pela Filosofia. E dentro da diversidade de sistemas e correntes filosóficas encontramos o que é apto e o que é inapto à expressão da verdade dogmática religiosa.
Santo Tomás de Aquino é o marco de uma mudança no paradigma filosófico do cristianismo, até então acentuadamente platônico. É do Aquinate o mérito da aplicação da metafísica aristotélica à interpretação adequada da fé cristã sacramental. Bebemos de sua visão doutrinal quando professamos a fé eucarística e mesmo toda a fé sacramental. Matéria e forma como componentes de todo e qualquer ente material explicam a constituição de cada um dos sete sacramentos.
Assim, a Eucaristia, caso tivéssemos visão dualista, talvez não fosse tratada com o devido decoro, pois o que valeria seria apenas a gnose. Mas isto não conviria, pois o que é material na Eucaristia é o próprio Senhor. A carne de Deus é Deus; o sangue de Deus é Deus. O Filho de Deus é Deus. O Logos se fez carne. A Palavra deu atualidade à matéria, formando uma unidade, um só SER.
Se Deus é ato puro, então é somente forma. Ora, a Forma assumiu a matéria. Não foi a entrada da forma na matéria ao modo de aprisionamento. Se assim fosse, teríamos uma “empanação”, como costumava dizer D. Pestana, emérito de Anápolis, dita também consubstanciação no luteranismo. A realidade diverge de tal concepção.
As substâncias do pão de trigo e do vinho de uva têm a potencialidade, ou seja, têm matéria, para serem, pela mudança da forma, uma nova substância. Por causa da mudança da forma, a matéria não é mais do pão e do vinho, senão do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Cristo. O que se diz das espécies que permanecem é relativo aos elementos acidentais presentes no elemento potencial, matéria prima, sempre sujeita a nova atualização, como quando de sua digestão.
Impossível é afirmar a mudança formal (transformação) sem afirmar a mudança substancial, podendo, sem prejuízo algum, ser entendida em sentido unívoco. Esta é a base da qual Paulo VI apropriou-se para reafirmar o que disseram anteriormente São João Crisóstomo e São Cirilo de Alexandria. O primeiro afirma: “…isto é o meu Corpo: esta palavra transforma as coisas oferecidas”. O segundo diz: “…Deus Onipotente transforma…no Corpo e no Sangue de Cristo” (cf. PAULO VI, Mysterium fidei, nn. 51-52, Paulinas).
Segue-se, então, que a transubstanciação ou transformação nunca podem ser compreendidas como mera mudança de significado ou de sentido, que seriam decorrentes de uma visão não hilemórfica, mas dualista ou relativista. Só a visão hilemórfica pode tratar as espécies eucarísticas como verdadeiro Corpo e Sangue de Cristo. Se adoramos as espécies eucarísticas e conservamo-las no tabernáculo após a Missa, agradeçamos ao Espírito Santo e a Santo Tomás de Aquino.
Que recebamos o Cristo por inteiro na Eucaristia, matéria e forma, para que nossa substância, assumida nele desde o Batismo, visibilize-se cada vez mais enquanto substância de Cristo, como São Paulo conseguiu perceber, dizendo que vivia não ele, mas Cristo (cf. Gl 2,20 ).


Observação: O grifo no texto foi feito por mim, perdão ao Pe. Marcelo por este lapso.