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terça-feira, 11 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS

COMUNHÃO NA BOCA, DE JOELHOS
E DAS MÃOS DO SACERDOTE.



CATECISMO ROMANO

"Devemos, pois, ensinar que só aos sacerdotes foi dado poder de consagrar a Sagrada Eucaristia, e de distribuí-la aos fiéis cristãos. Sempre foi praxe da Igreja que o povo fiel recebesse o Sacramento pelas mãos dos sacerdotes, e os sacerdotes comungassem por si próprios, ao celebrarem os Sagrados Mistérios. Assim o definiu o Santo Concílio de Trento; e determinou que esse costume devia ser religiosamente conservado, por causa de sua origem apostólica, e porque também Cristo Nosso Senhor nos deu o exemplo, quando consagrou Seu Corpo Santíssimo, e por Suas próprias mãos O distribuiu aos Apóstolos.

De mais a mais, com o intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-lo: como também se proibiu, por uma lei da Igreja, que, salvo grave necessidade ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar nas mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à confecção da Eucaristia.

Destas determinações podem todos, os próprios sacerdotes e os demais fiéis, inferir quão virtuosos e tementes a Deus devem ser aqueles que se dispõem a consagrar, a ministrar, ou a receber a Sagrada Eucaristia".


CATECISMO MAIOR DE SÃO PIO X


"No ato de receber a sagrada Comunhão, devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta".

MISSAL ROMANO (Forma Extraordinária)

O Missal Romano determina que a partir do momento da consagração, o sacerdote deve manter juntos os dedos indicador e polegar, de tal forma que, ao elevar o cálice, ao virar as páginas do missal ou ao abrir o sacrário, aqueles dedos toquem somente a Hóstia consagrada. No final da missa, o sacerdote passa com a patena sobre o corporal e limpa-o para dentro do cálice, para que possa ser recolhida e consumida com reverência a menor Partícula que possa ter aí ficado. Após a comunhão, as mãos do sacerdote são lavadas sobre o cálice com água e vinho – consumidos reverentemente, impedindo que alguma Partícula seja profanada.

SANTO TOMÁS DE AQUINO

"Pertence ao sacerdote distribuir o Corpo de Cristo por três motivos.

Primeiro, porque é ele que consagra na pessoa de Cristo. Assim como Cristo consagrou o seu corpo na Ceia, assim também distribuiu-o aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o Corpo de Cristo, assim também o de distribuí-lo.

Segundo, porque o sacerdote se constitui intermediário entre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas do povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os dons divinamente santificados.

Terceiro, porque por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado. Por isso, consagram-se os corporais, os cálices, igualmente as mãos do sacerdote para tocarem este sacramento. Não é lícito, pois, a ninguém mais tocá-lo, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair no chão ou em outro caso semelhante"

(Suma Teológica, III, q.82, a.III).

"Depois da consagração, o celebrante une os dedos, isto é o polegar com o indicador, que tocaram o Corpo consagrado de Cristo, para que, se alguma partícula aderira a eles, não desprenda. Manifesta o respeito devido ao sacramento" (Suma Teológica, III, q.83, a.VI, ad5).

SÃO FRANCISCO DE SALES

"Começa já na véspera do dia da comunhão a te preparar com repetidas aspirações do amor divino e deita-te mais cedo que de costume, para te levantares também mais cedo. Se acordas durante a noite, santifica esses momentos por algumas palavras devotas ou por um sentimento que impregne tua alma de felicidade de receber o divino esposo; enquanto dormes, ele está velando sobre o teu coração e preparando as graças que te quer dar em abundância, se te achar devidamente preparada. Levanta-te de manhã com este fervor e alegria que uma tal esperança te deve inspirar, e depois da confissão aproxima-te com uma grande confiança e profunda humildade da mesa sagrada, para receber este alimento celeste, que te comunicará a imortalidade. Depois de pronunciares as palavras: "Senhor, eu não sou digno ...", já não deves mover a cabeça ou os lábios para rezar ou suspirar; mas, abrindo um pouco a boca e elevando a cabeça de modo que o padre possa ver o que faz, estende um pouco a língua e recebe com fé, esperança e caridade aquele que é de tudo isso ao mesmo tempo o princípio, o objeto, o motivo e o fim".
A foto eu peguei do Sucessão A Apostólica da Ana Maria.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS


Cardeal Hummes aos pais: ousem pedir a graça de uma vocação sacerdotal na família

Prefeito da Congregação para o Clero presidiu missa em homenagem ao Cura d’Ars

ARS, terça-feira, 4 de agosto de 2009 (ZENIT.org).
O cardeal Claudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, pediu hoje que os pais não tenham medo de uma possível vocação sacerdotal do filho, mas que cheguem a ousar pedir a Deus essa graça.
Dom Claudio presidiu esta manhã na Diocese de Belley-Ars (França) à missa em comemoração do 150º aniversário da morte de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, patrono dos sacerdotes.
Além da missa desta manhã, houve ainda procissão da relíquia do coração do santo e solene celebração das Vésperas, no contexto das festividades do Ano Sacerdotal.
Em sua homilia –da qual Rádio Vaticano difundiu algumas passagens–, o prefeito da Congregação para o Clero destacou que a vida de São João Maria Vianney é rica em ensinamentos.
“O Cura d’Ars é modelo de fé, de oração constante, de uma espiritualidade profunda e sólida; exemplo de penitência, de humildade e pobreza”, afirmou.
Ao falar do Ano Sacerdotal, o cardeal brasileiro afirmou que se trata de um tempo de graças. “A Igreja quer dizer aos sacerdotes que agradece a Deus por sua presença, que os admira e os ama”. Além disso, sustenta-os com a oração e quer ajudá-los concretamente no desempenho de sua missão sacerdotal, disse.
Dom Claudio lamentou que hoje “tantas pessoas vaguem pela vida como ovelhas sem pastor”, estando “à espera da palavra salvífica do Evangelho”.
O purpurado destacou ainda a importância do sacramento da reconciliação, que deve ser cumprido “com fé, espírito de sacrifício e amor pastoral”, colocando-se à disposição das pessoas com “grande generosidade”.
Ao concluir sua homilia, o purpurado enfatizou o papel da família no cultivo das vocações. “As famílias devem ser verdadeiras Igrejas domésticas, fontes de fé e de amor, onde se reza junto”.
Ele pediu que os pais não tenham medo se o Senhor escolher um de seus filhos para se tornar padre. “Ousem pedir a Deus a graça de uma vocação sacerdotal na família; descubram que doar à Igreja um sacerdote é uma verdadeira bênção”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS

O Santo Sacrifício da Missa

“Sede solícitos em tomar parte numa só Eucaristia, porquanto uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um o cálice para a união com seu sangue; um o altar, assim como também um é o bispo, junto com seu presbitério e diáconos, aliás, meus colegas de serviço. E isso, para fazerdes segundo Deus o que fizerdes.”

Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Filadélfios, 4,1.


Foi através do estudo da Patrística que comecei a conhecer e a amar a Igreja Católica. Os escritos dos Santos Padres são uma das mais fidedignas provas de que só há uma única IGREJA fundada por nosso Senhor Jesus Cristo. Estes escritos são antiqüíssimos e possuem uma ligação íntima com os primeiros apóstolos. A doutrina por eles transmitida é oriunda de uma Tradição comum e ininterrupta, portanto, ao lermos os seus escritos, estamos ouvindo o eco dos ensinamentos dos primeiros apóstolos que os receberam do próprio Senhor Jesus Cristo. O mais maravilhoso de tudo isso é que tanto ontem como hoje, a Igreja ensina exatamente a mesma Santa Doutrina, sem corrupções. Em contrapartida, um dos mais flagrantes revezes do protestantismo reside exatamente no fato de que este é fruto da rebeldia de um homem que rompeu com uma Tradição de 16 séculos (!) para propor novas doutrinas e uma heterodoxa interpretação das Sagradas Escrituras, além é claro de abolir o caráter sacrificial da Santa Missa, algo impensável e absurdo em TODA A TRADIÇÃO da Igreja em TODOS OS TEMPOS! A menção que Santo Inácio faz de um só altar é por demais suficiente para constatarmos que desde os seus primórdios a Santa Igreja oferece a Deus Nosso Senhor o sacrifício puro e imaculado, profetizado há tempos pelo profeta Malaquias:"Minha afeição não está mais em vós, diz o Senhor dos exércitos, e nunca mais receberei ofertas de vossas mãos, porque, desde o oriente até o ocidente, meu nome é grande entre as nações e, em toda parte, se sacrifica e oferece uma oblação pura". Ml. 1,11


Sempre agradeço a Deus por ter me trazido de volta para casa, lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Ser católico, digo sempre e repito: é viver em paz e segurança, é ter o Céu por companhia. Infelizmente os irmãos protestantes preferem fechar os olhos às mais claras evidências e assim persistir no erro.

Aos protestantes cabem bem essas palavras de Santo Inácio de Antioquia:

“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, porque não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nossos pecados e que o Pai, em sua bondade ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus morrem disputando.” ( Jo 4, 10 Cf. 2 Cor. 9,15).

Carta aos Esmirnenses, 7,1.


Ora, os protestantes não crêem na Eucaristia, distorcem as palavras de Nosso Senhor e rejeitam toda uma Tradição Eclesiástica que sempre e sem cessar proclamou que as Santíssimas Espécies não só representam, mas verdadeiramente são: O CORPO E O SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Esta Verdade foi e é crida pela Igreja Católica desde sempre, desde que, em Sua última Ceia com seus apóstolos, Cristo Nosso Senhor instituiu o sacerdócio dizendo à eles: “fazei isto em memória de mim” Ora, qualquer exegeta sério e desapaixonado sabe que este “fazer memória” é muitíssimo mais do que relembrar, mas sim “tornar presente outra vez”. Mas não nos alonguemos muito. O certo é que neste Ano Sacerdotal, nós católicos devemos erguer aos Céus nossas orações em agradecimento e súplicas pelos nossos sacerdotes, por ter sido a eles conferido o poder de Consagrarem os Sacratíssimos Corpo e Sangue de Nosso Senhor e Deus Jesus Cristo, nosso remédio de imortalidade.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Marcos Paulo Siqueira

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Parabéns à todos os Sacerdotes

Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem Melchisedec

Annus Sacerdotalis

"Tenho bebido tanto nessa fonte [no coração da Santíssima Virgem], que há muito tempo teria secado se não fosse inesgotável".

São João Maria Vianney

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS


Catecismo sobre o sacerdote
S. João Maria Vianney

Meus filhos chegamos ao sacramento da Ordem. É um sacramento que parece não dizer respeito a ninguém dentre vós, e que diz respeito a toda gente. Esse sacramento eleva o homem até deus. Que é o sacerdote? Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus. “Ide, pois eu vos envio... todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide pois instruí todas as nações... Quem vos escuta a mim escuta; quem vos despreza, a mim despreza”.

Quando o padre perdoa os pecados, não diz: “Deus vos perdoe”. Diz: “eu vos absolvo”. Na consagração, ele não diz: “Isto é o Corpo de nosso Senhor”. Diz: ”Isto é o meu Corpo”.

Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem foi que o pôs aí nesse tabernáculo? Foi o padre. Quem foi que recebeu vossa alma à sua entrada na vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar força de faze a sua peregrinação? O padre. Quem a prepara para comparecer perante Deus, lavando essa alma pela primeira vez no sangue de Jesus Cristo? O padre, sempre o padre. E se alma vier a morrer, quem a ressuscitará? Quem lhe restituirá a calma e a paz? Ainda o padre. Não vos podeis lembrar de um só benefício de Deus sem encontrardes, ao lado dessa lembrança, a imagem do padre.

Ide-vos confessar à Santíssima Virgem ou a um anjo: Eles vos absolverão? Não. Dar-vos-ão o corpo e o sangue de Nosso Senhor? Não. A Santíssima virgem não pode fazer descer seu divino Filho à hóstia. Tivésseis aí duzentos anjos, e eles não poderiam absolver-vos. Um padre, por mais simples que seja, pode-o; pode dizer-vos: “Ide em paz, eu vos perdôo”. Oh! Como o padre é alguma coisa de grande!

O padre só será bem compreendido no céu... Se o compreendêssemos na terra, morreríamos não de pavor, mas de amor...

Os outros benefícios de Deus de nada nos serviriam sem o padre. De que serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis ninguém para vos abrir a porta? O padre tem a chave dos tesouros celestes; é ele quem abre a porta; ele é o ecônomo de Deus, o administrador de seus bens.

Se não fosse o padre, a morte e a paixão de nosso senhor de anda serviriam. Vede os povos selvagens: de que lhes serviu que Nosso senhor morresse? Ai! Eles não poderão ter parte no benefício da redenção enquanto não tiverem padres para lhes fazerem a aplicação do seu sangue.

O padre não é padre para si mesmo: Não dá a si a absolvição, não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós.

Depois de Deus, o sacerdote é tudo! Deixai uma paróquia vinte anos sem padre, adorarão ali os animais.
Se o Senhor Missionário e eu fôssemos embora, vós diríeis: “que fazer nesta Igreja? Não há mais missa; Nosso Senhor não está mais nela, tanto vale rezar em casa...”.

Quando se quer destruir a religião. Começa-se por atacar o padre, porque onde quer que não haja padre, não há mais sacrifício, não há mais religião.

Quando o sino vos chama à Igreja, se vos perguntassem: “Onde ides?” poderíeis responder: “ Vou alimentar minha alma”. Se vos perguntassem, mostrando o tabernáculo: “que é essa porta dourada? ------ É a copa: é o guarda-comida de minha alma. ------ Quem é que tem a chave dele, quem faz as provisões, quem apronta o festim, quem serve à mesa? ------ É o padre. ------ E a comida? ------É o precioso corpo de Nosso Senhor...” Ó meu Deus, meu Deus, como nos amastes!...

Vede o poder do padre! A língua do padre, de um pedaço de pão faz um Deus! É mais do que criar o mundo. Alguém dizia: “Santa Filomena obedece ao Cura D’Ars?” Certo, ela bem pode obedecer-lhe, já que Deus lhe obedece.

Se eu encontrasse um padre e um anjo, cumprimentaria o padre antes de cortejar o anjo. Este é o amigo de Deus, mas o padre faz às vezes de Deus... Santa Teresa beijava o lugar por onde um padre havia passado.

Quando virdes um padre, deveis dizer: “eis aquele que me tornou filho de deus e me abriu o céu pelo santo Batismo, aquele que me purificou depois do meu pecado, que dá a comida a minha alma...” à vista dum campanário, podeis dizer: “Que há ali? ----- O corpo de Nosso Senhor----E por que está ali? ------Porque um padre passou por ali e disse missa”.

Que alegria tinham os apóstolos depois da ressurreição de Nosso Senhor, por verem o Mestre que tanto haviam amado! O padre deve ter a mesma alegria vendo Nosso Senhor que ele segura nas mãos... Dá-se grande valor aos objetos que foram depositados na escudela da SS.ª Virgem e do Menino Jesus em Loreto, Mas os dedos do padre, que tocaram a carne adorável de Jesus Cristo, que mergulharam no cálice onde esteve o seu sangue, não são porventura mais preciosos?...

O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.


Fonte: O Espírito do Cura D’Ars – Pe. A. Monin, pgs. 50-52 Editora: Ontem Hoje Sempre – Campos - RJ

sábado, 1 de agosto de 2009

ANNUS SACERDOTALIS

" Cada sacerdote no altar deveria ser inteiramente identificado com Nossa Senhora, porque, como por meio dela é que nos foi dado este Santíssimo Corpo, assim é que pelas mãos delas é que Ele deve ser oferecido à nós". São Boaventura

ANNUS SACERDOTALIS




Respeito e veneração (pelos sacerdotes)

Sabemos que São Francisco de Assis não quis fazer-se sacerdote, porque se julgava muito indigno de tão excelsa vocação. Ele venerava os sacerdotes com tal devoção, que os considerava os seus “Senhores”, pois neles via somente o Filho de Deus, e o seu amor à Eucaristia se fundia com o amor ao sacerdote, o qual consagra e administra o Corpo e o Sangue de Jesus. De modo particular ele venerava as mãos do sacerdote, e as beijava sempre de joelhos com grande devoção; e lhes beijava também os pés, e até os próprios rastos deixados por um sacerdote, que tivesse por ali passado.

São João Bosco exorta a todos com estas palavras: “Eu vos recomendo um grande respeito para com os sacerdotes; descobri vossa cabeça em sinal de reverência, quando falardes com eles, ou quando passais por ele pelo caminho, e beijai-lhes obsequiosamente a mão. Tomai cuidado para não desprezá-los, com fatos ou por palavras. Quem não respeita os ministros sagrados, deve temer um grande castigo do Senhor”.

A veneração pelas mãos consagradas do sacerdote, beijadas com reverência pelos fiéis, sempre existiu na Igreja. Baste-nos pensar que durante as perseguições dos primeiros séculos, um dos maiores ultrajes contra os bispos e sacerdotes consistia em amputar-lhes as mãos, para que assim não pudessem mais nem consagrar, nem abençoar. Por isso, os cristãos recolhiam aquelas mãos amputadas e, mergulhadas em aromas as conservavam como relíquias. Além disso, o beijo das mãos do Sacerdote é uma expressão delicada de fé e de amor à Jesus, que o sacerdote personifica.

Quanto mais fé e amor se têm, tanto mais nos sentimos impelidos prostrar-nos diante do sacerdote e a beijar aquelas mãos “santas e veneráveis” (Cânon Romano) entre as quais Jesus se torna amorosamente presente entre nós cada dia. “Ó veneranda dignidade do sacerdote - Exclama Santo Agostinho – em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no seio da Virgem!” E o Cura d’Ars dizia: “ Dá-se um grande valor ao0s objetos que foram colocados em Loreto , na tigela da Virgem Santa e do Menino Jesus. Mas os dedos do sacerdote, que tocaram na carne adorável de Jesus Cristo e penetraram no Cálice, onde esteve o Seu Sangue e na âmbula, onde esteve o Seu Corpo, acaso não são muito mais preciosos? " Talvez não tenhamos ainda pensado nisso. Mas assim é. Os exemplos dos santos o confirmam.



JESUS, NOSSO AMOR EUCARÍSTICO – Nossa Vida Eucarística, segundo os exemplos dos Santos (traduzido do italiano pelo Côn. A. Taciano). Pgs. 159-161.